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Estudo do salmo 91, Aquele que Habita no esconderijo do Altíssimo



Estudo do salmo 91, Aquele que Habita no esconderijo do Altíssimo

Um estudo completo do salmo 91 o salmo mais conhecida da bíblia sagrada

Salmo 91

1  AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
2  Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
3  Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
4  Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.
5  Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
6  Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.
7  Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.
8  Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.
9  Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.
10  Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
11  Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
12  Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
13  Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
14  Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.
15  Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.
16  Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

Introdução

É comum nas casas, nas empresas e escolas encontrarmos uma bíblia aberta no Salmo 91. Às vezes, as páginas estão empoeiradas e amareladas pela ação do tempo. Outros penduram na porta de suas residências quadros que estampam uma cópia deste Salmo.

Muitos utilizam o Salmo 91 para rezar. Outros citam trechos do Salmo 91 em suas orações.

O Salmo 91 passou a ser utilizado como uma espécie de amuleto. Até as religiões espiritualistas entendem que o Salmo 91 é poderoso e que deve ser utilizado nas horas de necessidades para pedir e agradecer a proteção divina para tudo e todos.

Porém, a despeito destas concepções místicas, surge a pergunta: como entender e interpretar o Salmo 91?

O salmista e rei Davi era profeta e separou os levitas para profetizarem com toda a sorte de instrumentos musicais “E DAVI, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério:” ( 1Cr 25:1 ).

A função precípua de um salmista era profetizar, visto que, para este mister foi separado, e atrelado ao oficio de profetizar utilizavam instrumentos musicais.

Analisaremos os salmos como profecias, priorizando a análise do conteúdo dos Salmos do ponto de vista profético e teológico, deixando em segundo plano as questões poéticas e musicais.

Jesus questionou os fariseus acerca do Salmo 110, e eles não puderam respondê-lo de quem o Messias era filho “Dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho? E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo” ( Mt 22:42 -46). Por que lhes era difícil apresentar uma resposta? Porque como interpretes prevaricaram ( Is 43:27 ).

Diante das Escrituras devemos ter em mente a seguinte pergunta: o que pensar acerca do Cristo ( Mt 22:42 ; At 8:34 ).

Alguns Salmos geralmente fazem referência às relações estabelecidas entre as pessoas da divindade na eternidade ( Hb 1:5 ; Sl 2:7 ), sendo que tais relações acordadas na eternidade foi possível observar quando foi introduzido o Primogênito de Deus no mundo.

Salmo 110, verso 1diz: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés” ( Sl 110:1 ), temos aqui o ‘Senhor’ estabelecendo um prazo para que o ‘Senhor’ do salmista permanecesse assentado à Sua mão direita. O que pensar acerca do Cristo neste texto? ( Mt 22:42 ) O salmista estava profetizando acerca de si mesmo, ou do Cristo? ( At 8:34 ).

Antes de prosseguirmos, leia atentamente os Salmos 56 e 57, pois eles contêm elementos essências para interpretarmos o Salmo 91. Observe que o Salmo 56 e 57 descrevem profeticamente uma realidade que pode não ser a do salmista, e que os eventos descritos podem fazer referência à outra pessoa.

Não é possível precisar quem foi o autor deste Salmo. Alguns apontam o profeta Moisés como o escritor do Salmo 91 por causa de certas evidências internas (expressões idiomáticas). Outros apontam o salmista e rei Davi.

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará”

Para interpretar o primeiro versículo do Salmo 91é necessário responder a seguinte pergunta ( Sl 91:1 ): Quem habita no esconderijo do Altíssimo? A resposta está no decurso do próprio Salmo: “Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação” ( Sl 91:9 ).

Aquele que fez a sua habitação (refugiou-se) no Altíssimo (v. 9) é quem reside no esconderijo do Altíssimo (v. 1). Quem fez a sua morada no Altíssimo? O Senhor que é refugio do salmista.

Quando escreveu esta profecia, o salmista fez referência a alguém que, naquele exato momento estava residindo no esconderijo (lugar oculto) do Altíssimo, e que, no futuro haveria de deixar a habitação do Altíssimo, sendo necessário refugia-se à sombra do Onipotente ( Jo 16:28 ).

Aquele que haveria de descansar à sombra do Onipotente, à época do profeta e salmista estava ‘habitando’, ou seja, residia no esconderijo do Altíssimo. Quem efetivamente habita no esconderijo do Altíssimo a não ser o próprio Altíssimo? Observe que o verbo habitar no verso 1 está no presente, e não no futuro “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo…”.

Este é outro Salmo profético e messiânico, visto que o salmista deixa registrado algumas promessas para o Verbo de Deus que haveria de se fazer homem. O Altíssimo, sendo Senhor de tudo, deixou a sua glória e assumiu a condição de Filho sobre a sua própria casa ( Sl 47:2 ; Hb 3:6 ), uma vez que isto foi acordado na eternidade, como se lê: “Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” ( Hb 1:5 ).

No Salmo 110 temos o Senhor assumindo o assento à destra da Majestade nas alturas, porque na eternidade uma das pessoas da divindade acordou em assumir a condição de Filho a partir do momento que fosse introduzido no mundo. Porém, não esqueçamos que Ele a tudo criou, e mesmo sendo Senhor sobre a casa que edificou, assumiu a condição de Filho “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim” ( Hb 3:6 ).

Os fariseus relutavam em admitir que o Pai celeste tivesse um Filho, isto porque não observavam as Escrituras: “Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu Filho, se é que o sabes?” ( Pv 30:4 ).

O Salmo 91 complementa outros salmos. O Salmo 15 diz: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?” ( Sl 15:1 ). Como já analisamos em outros Salmos, somente Jesus andou em sinceridade, praticou a justiça e falou a verdade segundo o seu coração ( Sl 15:3 ). Somente o Cristo de Deus tem olhos capazes de desprezar o réprobo. Somente Ele pode honrar os que temem ao Senhor ( Sl 15:4 ).

O Salmo 24 diz: “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem estará no seu tabernáculo?” ( Sl 24:3 ). A resposta é clara e aponta para alguém em específico: “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação” ( Sl 24:4 -5). Somente Jesus dentre os filhos dos homens foi limpo de mãos e puro de coração.

Por falar especificamente do Messias, o salmista não diz ‘qualquer que’, antes utiliza o pronome demonstrativo ‘aquele’ nos Salmos 15, 24 e 91, isto porque somente o Cristo de Deus nunca foi abalado ( Sl 15:5 ).

O convite do evangelho é universal, visto que ‘todo aquele que crê’ ou ‘qualquer que crer’ receberá vida eterna, porém, os Salmos são profecias que apresentam o Cristo de Deus aos homens. Os Salmos, como parte das Escrituras, anunciam o Cristo ( Jo 5:39 ), tornando possível aos homens o ‘conhecimento’ (união intima) de Deus, ou seja, que os homens venham a ser participantes da natureza divina ( 2Pe 1:4 ).

Qualquer homem que queira habitar com o Altíssimo precisa crer em Cristo conforme diz as Escrituras para que possa receber de Deus poder para ser feito filho de Deus ( Jo 1:12 ). Todos quantos forem criados de novo, em verdadeira justiça e santidade, ainda serão aqui neste mundo tal qual Cristo é ( 1Jo 4:17 ; 1Co 15:48 ). Ora, se somos tal qual Ele é neste mundo, habitaremos onde Ele habita, visto que, onde Ele estiver também estaremos “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” ( Jo 14:3 ).

Através da desobediência de Adão estabeleceu-se a geração dos ímpios e através de Cristo, que é o último Adão, a geração dos justos é estabelecida ( Sl 24:6 ). Todos quantos são gerados de novo em Cristo Jesus são limpos de mãos e puros de coração. Estão aptos a residir no lugar santo, visto que os irmãos conduzidos à glória são como o Primogênito, co-herdeiros de Deus ( Rm 8:29 ; Hb 2:10 ).

O Salmo 91 é uma profecia que apresenta dois ‘momentos’ distintos pertinentes ao Verbo de Deus.  À ‘época’ que o salmista profetizou, o Verbo de Deus estava habitando no esconderijo do Altíssimo, porém, quando o Verbo se fez carne precisou abrigar-se sob a sombra do Onipotente por estar despido de sua glória.

Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

Aquele que reside no lugar secreto do Altíssimo haveria de anunciar o nome de Deus aos homens, dizendo: “Ele é o meu Deus, o meu refugio, a minha fortaleza, e n’Ele confiarei” ( Sl 91:2 ). O escritor aos Hebreus cita o Salmo 18 para demonstrar que o próprio Filho disse por intermédio do salmista que haveria de colocar em Deus a sua confiança “E outra vez: Porei n’Ele a minha confiança” ( Hb 2:13 ; Sl 18:1 -2 ; Sl 56:4 ).

É próprio ao salmista bendizer o nome do Senhor anunciando as grandezas de Suas obras e magnificência ( Sl 103:1 ; Sl 104:1 ). Quando escreveu este Salmo, o profeta e salmista confiava no Senhor, diferente do que está registrado: “n’Ele confiarei”.

Suguem as perguntas: o salmista ainda não confiava em Deus quando escreveu este Salmo? Ele haveria de confiar somente no futuro?

Enquanto na glória, o Verbo que se fez carne não precisava confiar, porém, após tornar-se participante da carne e do sangue, sujeito as mesmas tentações, porém, sem pecado, também precisou confiar inteiramente em Deus ( Hb 4:15 ).

O verso 2 do Salmo 91 é equivale a introdução do Salmo 31, quando o salmista deixa registrado as últimas palavras do Messias: “Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (…) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito…” ( Sl 31:1 -5).

O Verbo de Deus encarnado, o Filho de Davi haveria de dizer do Senhor: “Ele é meu Deus, o meu refugio, a minha fortaleza”. O salmista predisse que o Messias haveria de confiar plenamente em Deus, certo que no momento mais cruento haveria de se refugiar, abrigar-se em Deus, encomendando o seu espírito.

Se o próprio salmista estivesse bendizendo ao Senhor, não haveria necessidade de utilizar o verbo ‘dizer’ no futuro (direi). Geralmente os salmistas quando fazem referência a eventos que lhes são pertinentes dizem: “Bendiz, ó minha alma, ao Senhor” ( Sl 103:1 ). O cântico do salmista Davi é: “No SENHOR confio; como dizeis à minha alma: Fugi para a vossa montanha como pássaro?” ( Sl 11:1 ).

Jesus Cristo homem ao ouvir desde menino a leitura das Escrituras nas sinagogas e no seio da sua família, aliado ao testemunho de sinais e maravilhas que cercaram o evento do seu nascimento, compreendeu pelas Escrituras que Ele era o Messias, o Filho de Deus encarnado. Ele precisou crer.

Diante das promessas que o Pai deixou registrado nas Escrituras, Ele creu, para que se tornasse o Autor e Consumador da fé “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” ( Hb 12:2 ); “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” ( Hb 5:8 ).

“Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas te confiarás; a Sua verdade será o teu escudo e broquel. Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará próximo de ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios”

Nestes versos estão elencados alguns eventos que não atingiria o Primogênito de Deus quando fosse introduzido no mundo. As promessas de Deus elencadas nestes versos são específicas para o seu Filho.

“Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro…” – O Filho do homem ‘certamente’ não seria pego nas armadilhas, por mais engenhosas que fossem. Quando inquiriram o Messias se era lícito pagar tributo a Cesar ( Mt 22:17 ), ou quando apresentaram a mulher pega em ato de adultério ( Jo 8:5 ), tais armadilhas não o enlaçaram “Armaram uma rede aos meus passos; a minha alma está abatida. Cavaram uma cova diante de mim, porém eles mesmos caíram no meio dela” ( Sl 57:6 ; Sl 56:5 ).

“…e da peste perniciosa” – O Filho de Davi era livre do pecado (a peste perniciosa), visto que Ele foi gerado de Deus ( Sl 2:7; 2Sm 7:14 ). Todos os descendentes da carne de Adão, ou seja, que entraram pela porta larga, foram contaminados pelo pecado (ou, vendidos ao pecado como escravos), porém, Jesus, o último Adão, é a porta estreita pela qual todos os homens que querem ser livres do pecado precisam entrar.

“Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas te confiarás” – O Messias haveria de ser protegido, abrigado em segurança por Deus. “TEM misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades” ( Sl 57:1 ).

“a Sua verdade será o teu escudo e broquel” – Em todos os ataques dos adversários, a Palavra de Deus (verdade) haveria de ser a defesa de Cristo. Diante dos escribas, fariseus e saduceus Jesus citou as Escrituras. Quando da tentação pelo diabo no deserto, Cristo utilizou a verdade das Escrituras como escudo e broquel (defesa).

“Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia” – O ‘terror de noite’, a ‘seta lançada durante o dia’, a ‘peste que se move na escuridão’ e a ‘mortandade que acomete ao meio-dia’ não amedrontou o Messias. Ele despojou-se de sua glória e majestade e em tudo se tornou semelhante aos seus irmãos ( Hb 2:17 ), porém, o medo que os homens detinham da morte e do pecado não o acometeu, visto que Ele nunca esteve sujeito a escravidão do pecado ( Hb 2:15 ).

“Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará próximo de ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios”

Para evitar a queda de muitos, o precursor do Messias foi enviado para que fosse arrancado os tropeços do caminho do povo para que não rejeitassem a Cristo “E dir-se-á: Aplanai, aplanai a estrada, preparai o caminho; tirai os tropeços do caminho do meu povo” ( Is 57:14 ).

Há muito o profeta Isaias predisse que os moradores das duas casas de Israel haveriam de tropeçar por se escandalizar do Cristo “Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém” ( Is 8:14 ).

A queda de milhares estava prevista, pois tropeçariam na pedra de esquina, porém, não lançariam mão do Cristo “E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados” ( 1Pe 2:8 ).

O Cristo não precisaria fazer nada com relação aos ímpios, antes só olhar a recompensa deles ( Sl 56:7 ). Por quê? Porque Cristo escolheu o Senhor como refúgio, o Deus que tudo executa para o Messias ( Sl 57:2 –3). “E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” ( Jo 12:47 ).

“Porque Tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a Tua habitação”

Todas as promessas seriam levadas a efeito porque o Messias fez do Altíssimo o seu lugar de refugio. Este verso remete ao pensamento do verso 1: O Verbo habitava o lugar oculto do Altíssimo, porém, após ser introduzido no mundo como Primogênito de Deus, o Verbo encarnado passou a descansar na sombra do Onipotente ( Sl 57:1 ).

“Nenhum mal Te sucederá, nem praga alguma chegará próximo da Tua tenda. Porque aos Seus anjos dará ordem a Teu respeito, para Te guardarem em todos os Teus caminhos. Eles Te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o Teu pé contra uma pedra. Pisarás sobre o leão e a cobra; calcarás aos pés o leão jovem e o dragão”

Quando Jesus nasceu, muitas crianças foram mortas, porém, mal algum O atingiu. A sua família mudou-se para o Egito, e nenhuma praga acometeu a sua família terrena ( Mt 2:16 ). Aos anjos foi dado ordem acerca do Messias, para guardá-lo em todos os seus caminhos. Eles haveriam de amparar o Cristo para livrá-lo de todo mal ( Sl 57:3 ; Sl 56:13 ).

O diabo ciente de que as promessas da profecia deste Salmo faziam referência a Cristo, lançou mão dele para tentá-Lo. E o diabo disse: “Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo. Pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e eles te tomarão nas mãos, para que não tropeces nalguma pedra” ( Mt 4:6 ).

Observe que:

  • O diabo conhece as Escrituras;
  • Lançou duvidas acerca da filiação do Messias;
  • Estabeleceu um teste como prova da filiação;
  • Deu uma ordem com falso embasamento nas Escrituras;
  • Ele sabia que o cuidado de Deus estipulado no Salmo 91 para o Messias visava proteger-Lo de ataques direto dos anjos decaídos e dos homens maus ( Sl 56:5 ; Mt 2:12 e Mt 2:13 );
  • O diabo sabia que Deus não interfere nas decisões dos homens, e que, se Cristo decidisse pular, não seria socorrido.

Através da verdade (v. 4) que é escudo e broquel, Jesus respondeu: “Também está escrito: não tentarás o Senhor teu Deus” ( Mt 4:7 ). A confiança deriva do amor e da fidelidade de Deus ( Sl 57:3 b), atributos imutáveis, visto que ao prometer Ele se interpôs com juramento, segundo o seu conselho. Duas coisas imutáveis ( Hb 6:18 ).

O Messias estava descansado à sombra do Onipotente, ou seja, ciente da proteção divina em todos os seus caminhos e que não haveria de ‘tropeçar’. Porém, tal proteção não engloba forçar Deus agir.

Foi dado poder ao Filho do homem para andar entre o leão e a cobra. Acerca da serpente temos uma profecia no Gênesis: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar” ( Gn 3:15 ).

Somos informados pelo Salmo 57 que os homens são comparáveis a bestas famintas, ou seja, leões “A minha alma está entre leões; estou deitado entre bestas famintas, homens cujos dentes são lança e flechas, e cuja língua é espada afiada” ( Sl 57:4 ).

Mesmo entre leões e áspides, o Messias permaneceu descansado (deitado), pois confiava em Deus.

“Porquanto tão encarecidamente Me amou, também Eu O livrarei; pô-Lo-ei num alto retiro, porque conheceu o Meu nome. Ele Me invocará, e Eu Lhe responderei; estarei com Ele na angústia; dela O retirarei, e O glorificarei. Fartá-lo-ei com longura de dias, e Lhe mostrarei a Minha salvação”

Até o verso 13 do Salmo 91 o salmista profetiza, do verso 14 ao 16, ele transcreve o que o Senhor diz, um outro estilo de profecia.

Como o Messias descansou (confiança), o Pai Eterno O livrou “Pois tu livraste a minha alma da morte, como também os meus pés de tropeçarem, para que eu ande diante de Deus na luz da vida” ( Sl 56:13 ). Enquanto no Salmo 91 temos uma profecia em que o Senhor protocola uma promessa de livramento que seria concedido ao Messias, no Salmo 56 temos o Messias declarando que havia sido resgatado da morte.

Por ‘conhecer’ (união intima) o Pai, Cristo foi posto num alto retiro, ou seja, à destra de Deus nas alturas ( Sl 110:1 ; Jo 10:30 ). A palavra ‘conhecer’ tem dois significados na bíblia. Um dos significados é ‘ter ciência de algo’, ‘saber acerca de’, e o significado que este Salmo apresenta é de comunhão íntima.

Do mesmo modo que o Pai e o Filho são pessoas distintas, e, no entanto, são um ( Jo 10:30 ), todos quantos crerem no Filho são um com o Pai e o Filho ( Jo 17:21 -23).

Cristo haveria de invocar o Senhor ( Sl 56:1 ; Sl 57:1 ), e Deus haveria de respondê-lo. E como Deus haveria de respondê-lo? Não deixando o Cristo à mercê da angustia? Não! Deus não prometeu livrá-lo da angustia, antes prometeu estar com Ele durante o período da angustia. Para que Deus estivesse presente na angustia, necessariamente o Cristo deveria ser e foi angustiado “E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se” (Mc 14:33 ).

Como lemos nos evangelhos, Jesus clamou ao Pai no Getsêmani, porém, Ele foi angustiado até a morte, e morte de cruz “Então chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar” ( Mt 26:36 ). O Messias foi glorificado quando entregou ao Pai o seu espírito, momento em que o Pai O retirou da angustia “Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (…) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito…” ( Sl 31:1 -5).

O Cristo de Deus foi glorificado com a glória que Ele tinha antes de ser introduzido no mundo, e entrou no descanso do Pai até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” ( Jo 17:5 ).

A promessa do Pai para o Filho é abundância de dias, longura, ou seja, vida eterna “Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente” ( Sl 21:4 ). O Filho do homem viu a salvação de Deus “Tu és o mais formoso dos filhos dos homens e os lábios foram ungidos com a graça, por isso Deus te abençoou para sempre. Cinge a tua espada à coxa, ó valente; cinge-te de glória e majestade” ( Sl 45:2 -3).

A cerca de Deus que assumiu a condição de Filho o Salmo 45 declara, conforme atesta o escritor aos Hebreus: “O teu trono , ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade. Tu amas a retidão e odeias a impiedade; portanto Deus, o teu Deus te ungiu com o óleo de alegria, mais do que a teus companheiros” ( Sl 45: 6 -7 ; Hb 1:8 ).

Agora que você sabe que estas promessas foram feitas e pertencem a Cristo, creia no enviado de Deus, Jesus Cristo homem que foi glorificado ( 1Tm 3:16 ), para que você possa receber de Deus poder para ser feito um dos seus filhos ( Jo 1:12 ). Através da fé em Cristo você passará a ser co-herdeiro de Deus e participante das promessas “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” ( 2Co 1:20 ; 2Pe 1:4 ).

Você que creu em Cristo conforme diz as Escrituras ( Jo 7:38 ), e que é, portanto, uma nova criatura ( 2Co 5:17 ), não pode se deixar levar por crendices várias, tais como rezas e orações com trechos de Salmos, ou de qualquer outra parte das Escrituras.

Não se deixe levar por supostos ‘desafios de fé’, onde certas pessoas incitam os seus ouvintes a doarem seus bens ou que se lance em certas promessas, que muitas das vezes são vazias. Dizeres como: “Se você não for abençoado rasgo a minha bíblia!”; “Se você tem fé doe o melhor, ou doe tudo”.

A bíblia nos garante que já recebemos de Deus todas as bênçãos espirituais a partir do momento que você creu em Cristo ( Ef 1:3 ; 2Pe 1:3 ). Se alguém lhe prometer bênçãos que não estejam elencadas no capítulo 1 da carta de Paulo aos Efésios, desconfie.

Da mesma forma que o Pai prometeu ao Filho estar com Ele na angustia, Jesus também nos prometeu estar todos os dias conosco ( Mt 28:20 ), alertando que, no mundo os cristãos terão aflições ( Jo 16:33 ). Qualquer que prometa livrá-lo das aflições diárias, não fala conforme a verdade do evangelho, visto que o próprio Cristo não prometeu livrar os cristãos das aflições, antes avisou que seriamos suscetíveis a elas.

Os cristãos devem estar certos que todas as coisas contribuiem para o bem daqueles que amam a Deus e que em todas as coisas são mais que vencedores “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” ( Rm 8:28 ); “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” ( Rm 8:37 ).

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Uma opiniao Para “Estudo do salmo 91, Aquele que Habita no esconderijo do Altíssimo”

  1. Pr. Wilson says:
    Muito bom o estudo do Salmo 91 interpretando como messiânico.
    Parabéns, que Deus lhes abençoe.
    Procurem averiguar qual é o problema no site, porque no final do estudo há três links que levam a sites pornograficos….

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