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Estudo do Salmo 133 – A Verdadeira União – Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos …

Estudo do Salmo 133 – A Verdadeira União – Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos …

O Salmo 133 seu ensino é abrangente, pois se trata da santificação total do homem porque sem santificação ninguém permanecerá na presença do Altíssimo

O apóstolo Paulo contendeu com Barnabé “E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre” ( At 15:39 ), e, apesar de se apartarem um do outro, contudo ‘viviam’ em união. Como pode ser isto? ‘Viver em união’ transcende a idéia do convívio social amistoso. Quando Paulo e Barnabé aceitaram a Cristo, tornaram-se nova criatura, por estarem em Cristo ( 2Co 5:17

).

1  OH! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união.
2  É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes.
3  Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre.

Parte I

O Salmista Davi faz referência à união fraterna. O verso 1 expressa o desejo do salmista para com o seu povo.

Ele faz referência a um ‘viver em união’, diferente de estar unidos ou reunidos. Ele qualifica esta ‘vida’ em união de boa e suave.

No verso 2 o salmista compara a união ao óleo precioso “É Com o óleo precioso…â€. A qual óleo precioso o salmista faz referência?

É sabido que os orientais costumeiramente se perfumavam, ungindo-se, em tempos de festas e alegria. Não estar ‘ungido’ representava tristeza profunda  ”Enviou Joabe a Tecoa, e tomou de lá uma mulher e disse-lhe: Ora, finge que estás de luto; veste roupas de luto, e não te unjas com óleo, e sê como uma mulher que há já muitos dias está de luto por algum morto” ( 2Sm 14:2 ).

O ‘óleo de alegria’ era um bem precioso no passado “E, estando ele em Betânia, assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher, que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça†( Mc 14:3 ), com um significado especial “Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com ungüento” ( Lc 7:46 ).

A comparação que o salmista estabelece não é com o ‘óleo da alegria’, antes ele compara a união ao óleo da unção que era de uso exclusivo dos sacerdotes “É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes†(v. 2).

O óleo da unção após ser derramado sobre a fronte do sacerdote, escorria sobre a barba até atingir a orla do manto sacerdotal.

A união fraternal é comparável ao óleo ‘sagrado da unção’ que era utilizado na unção dos sacerdotes e dos utensílios da tenda da congregação ( Ex 30:31). O óleo era composto das principais especiarias da época ( Ex 30:23), feito por um artista perfumista ( Ex 30:25 ).

Enquanto o óleo da unção era proibido ao povo ( Ex 30:33 ), a união fraternal não é vetada. Embora a união tenha o mesmo valor que o óleo da unção, dela todos deviam e podiam utilizarem sem restrição alguma.

O salmista compara a união ao orvalho do monte Hermon, que descia sobre os montes da preciosa Sião ( Dt 3:8 ; Js 12:1 ). O monte Hermon atinge uma altitude de 2.814 metros, tendo o cume coberto de neve, enquanto as terras ao redor são causticantes em decorrência do sol de verão, nomeado também de monte sagrado ou monte nevado.

O orvalho proveneiente do monte Hermon acabava por contemplar todos os montes em redor, caracteristica que tornou possível o salmista utilizá-lo como comparativo a união.

Temos dois elementos: o óleo da unção que, após derramdo sobre o sacerdote, abrangia o seu corpo e vestes, e o orvalho do monte Hermon, que se espandia sobre os montes em redor (v. 2 e 3 a).

Parte II

“… porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempreâ€A chave para interpretação deste salmo encontra-se na última afirmação do salmista. Somente após respondermos: ‘onde o Senhor ordena a bênção? De qual bênção o salmista trata? O que é bênção e vida para sempre? Que tipo de união é preciosa?’, compreenderemos a proposta deste salmo.

Bênção

Após a queda Deus determinou que a mulher tivesse filhos com dores, e o homem, por sua vez, obtivesse o seu sustento com dores “E a Adão disse: Porquanto deste ouvidos à voz de tua mulher, e comeste da árvore de que te ordenei, dizendo: Não comerás dela, maldita é a terra por causa de ti; com dor comerás dela todos os dias da tua vida” ( Gn 3:17 ).

A determinação divina vinculou o trabalho como meio de obtenção de seu sustento diário e bens deste mundo “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que te tornes à terra; porque dela foste tomado; porquanto és pó e em pó te tornarás” ( Gn 3:19 ). O homem precisamente comerá e viverá daquilo que trabalhar a terra, pois a terra por si só produzirá cardos e espinhos. O sustento do homem é a retribuição pelo seu trabalho.

Enquanto que o sustento diário e os bens materiais que o homem adquire nesta vida são concedidos como retribuição pelo seu labor, a bênção de Deus é de graça e concedida a todos que O busca “A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores” ( Pv 10:22 ).

Somente a bênção do Senhor torna o homem pleno. As riquezas deste mundo são adquiridas pelo homem através do labor e dores, no entanto, a riqueza que o homem adquire de Deus não resulta do seu trabalho, antes graciosamente Deus lhe concede.

Deus estipulou que o homem haveria de comer do fruto do seu trabalho. O apóstolo Paulo alertou que, aqueles que buscam riquezas deste mundo traspassariam suas almas com muitas dores “Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores” ( 1Tm 6:10 ).

Diante do exposto, é certo que a bênção que o Senhor ordena não diz do sustento diário ou bens materiais, pois se assim fosse Deus invalidaria a Sua própria palavra. Até mesmo o Cristo não se furtou à determinação divina, pois ao ser encarnado, o Verbo de Deus se sujeito as mesmas fraquezas e obrigações “Era desprezado, e o mais rejeitado entre os homens, homem de dores, e experimentado nos trabalhos; e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” ( Is 53:3 ).

Digo isto porque em nossos dias é comum propagarem a idéia de que tudo é bênção de Deus. Muitos prometem e profetizam bênçãos como emprego, casa, carro, casamento, etc. É comum apresentarem um veículo como ‘bênção’ de Deus, mas esquecem que a bênção de Deus não acrescenta dores tais como um carnê, impostos, combustível, pedágios, assaltos, etc. Esquecem que o vizinho, que não serve a Deus, também adquire casa, carro, emprego, etc., e nem por isso é participante da bênção que verdadeiramente enriquece.

Observe o que diz o apóstolo Paulo: “O meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades em glória, por Cristo Jesus” ( Fp 4:19 ). Todas as necessidades dos cristãos serão supridas por Deus, segundo as suas riquezas, EM GLÓRIA, por intermédio de Cristo Jesus. Ele não prometeu riquezas, antes suprirá as necessidades, em glória, por Cristo Jesus. Por quê? Porque Ele não invalidará a sua palavra, visto que o homem comerá todos os dias da sua vida o que a terra produzir segundo o trabalho de quem a lavrar com dores.

De qual bênção trata o salmista Davi?

Ali? Onde?

Porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre! Ali, onde? O “ali†do salmista aponta especificamente para Sião!

O salmista faz referência à cidade de Sião, Jerusalém, a cidade do grande Deus “GRANDE é o SENHOR e mui digno de louvor, na cidade do nosso Deus, no seu monte santo” ( Sl 48:1 ). Sião pertence ao grande Senhor. Ela é a cidade de Deus, estabelecida sobre um dos montes que recebem do orvalho que vem do monte Hermon.

Por que Sião é o lugar que o Senhor ordena a bênção? Por que de Sião haveria de vir o salvador “E assim todo o Israel será salvo, como está escrito: De Sião virá o Libertador, E desviará de Jacó as impiedades” ( Rm 11:26 ).

Quando apontou para Sião como sendo o lugar que o Senhor ordena a bênção, o salmista não tinha em mente carros, cavaleiros, mulheres e reinos, antes visava a bênção da salvação. De Sião viria o Libertador. De lá viria redenção que desviará de Jacó as impiedades. De Sião veio o Senhor Jesus que tira o pecado do mundo!

Carros, cavaleiros, reinos e mulheres são conquistados através da força do seu trabalho, porém, a salvação somente através d’Aquele que viria de Sião.

O homem se sustém de pão adquirido com dores, porém, a bênção da vida eterna só é possível através das palavras que saem da boca de Deus ( Mt 4:4 ). Somente em tais palavras se adquire a bênção e a vida para sempre ( Jo 4:14 ). É o Senhor que concede a bênção e a vida eterna. A salvação do Senhor é a verdadeira riqueza, pois diz de bens eternos que não acrescenta dores.

O Senhor ordena a sua bênção somente sobre os que obedecem a sua palavra. E, qual bênção o homem espera alcançar de Deus? A bênção da salvação “A salvação vem do SENHOR; sobre o teu povo seja a tua bênção” ( Sl 3:8 ).

Basta esperar em Deus porque é Ele quem trabalha para prover o homem de bênçãos eternas “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera” ( Is 64:4 ). Com relação ao labor diário é da alçada do homem prover o seu próprio sustento, mas com relação à salvação o homem deve esperar n’Aquele que  trabalha em seu favor.

Em nossos dias muitos querem inverter os papéis. Com relação ao sustento diário querem que Deus lhes dê o sustento, o que contraria a determinação divina dada no Éden ( Gn 3:19 ), e dizem ‘viver da fé’. Quanto à salvação, querem fazer a ‘obra do Senhor’, sendo que expressamente Deus diz: “Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura” ( Is 55:2 ).

Aquele que ouve atentamente a voz do Senhor, que diz: “Crede naquele que Ele enviou†( Jo 5:38), se deleitará com alegria com a obra que o Senhor realizará. Muitos desejam e outros dizem que realizam a ‘obra de Deus’. Fazem como os ouvintes de Jesus, ficam se perguntando como realizar a obra de Deus “Disseram-lhe, pois: Que faremos para executarmos as obras de Deus?” ( Jo 6:28 ).

A obra que Deus é fazer com que os homens creiam no enviado por ele “Jesus respondeu, e disse-lhes: A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou” ( Jo 6:29 ). Ora, é impossível o homem realizar a obra de Deus, visto que a sua obra consiste em convencer o homem do pecado, da justiça e do juízo.

A multidão que foi atrás de Jesus queria saber como realizar a obra de Deus, porém, esperavam Deus realizasse o que foi determinado a todos os homens fazerem “Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes†( Jo 6:26 ).

Jesus demonstra saber qual a intenção da multidão que o seguia: buscavam ser saciados com pão, e não porque creram em sua palavra. Jesus alerta para que qualquer que queira segui-lo, que o buscasse (trabalho) pela comida que permanece para a vida eterna, e não pelo pão diário “Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem vos dará; porque a este o Pai, Deus, o selou†( Jo 6:27 ).

O que o Senhor ordena como bênção?

Que bênção o Senhor prometeu a Davi, seu servo? Prometeu abençoar a casa de Davi para que ela permanecesse para sempre “Sê, pois, agora servido de abençoar a casa de teu servo, para permanecer para sempre diante de ti, pois tu, ó Senhor DEUS, o disseste; e com a tua bênção será para sempre bendita a casa de teu servo” ( 2Sm 7:29 ).

Por que a casa do salmista seria bendita? Porque a salvação do Senhor, que viria de Sião, surgiria como um renovo através de sua descendência “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti um dentre a tua descendência, o qual sairá das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre. Eu lhe serei por pai, e ele me será por filho; e, se vier a transgredir, castigá-lo-ei com vara de homens, e com açoites de filhos de homens. Mas a minha benignidade não se apartará dele; como a tirei de Saul, a quem tirei de diante de ti. Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti; teu trono será firme para sempre†( 2Sm 7:12 -16).

Do mesmo modo que o orvalho do monte Hermon alcança os montes em redor, a mesma bênção ( Gn 22:18 ), estabelecida no monte denominado de ‘O Senhor proverá’ ( Gn 22:14 ), propagou-se até chegar ao monte Sião na linhagem de Davi ( Rm 11:26 ), e dali a bem-aventurança alcançou os confins da terra através do Descendente prometido.

Abraão alcançou a bênção do Senhor porque obedeceu “E em tua descendência serão benditas todas as nações da terra; porquanto obedeceste à minha voz” ( Gn 22:18 ); “A bênção, quando cumprirdes os mandamentos do SENHOR vosso Deus, que hoje vos mando” ( Dt 11:27 ). Qualquer que queira ser participante da bênção que Abraão alcançou necessita obedecer a voz do Senhor, pois é dela que advém a bênção a todas as nações da terra, ou seja, através do Descendente, que é Cristo, o Filho de Davi.

A palavra que ordena a bênção é clara: “Ó VÓS, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alma se deleite com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei uma aliança perpétua, dando-vos as firmes beneficências de Davi†( Is 55:1 -3).

Basta ‘obedecer’ como fez o crente Abraão que todos os homens será participantes da mesma bênção prometida a Davi, proveniente do Descendente, que é Cristo. Basta ouvir atentamente que receberá vida eterna. Fará parte de uma aliança perpétua, pois adquirirá da mesma firme bênção concedida a Davi: co-herdeiro com o Descendente.

União fraternal

De qual união o salmista fez referência?

É comum à maioria das religiões apregoarem união na família, na nação, na igreja (como instituição) e no mundo. Para tanto apontam o altruísmo, a tolerância, a simpatia e o acordo. Sabemos que a harmonia é imprescindível para o convívio em qualquer seguimento social, porém, a união que o salmista fez referência neste salmo diz de bons relacionamentos humanos?

Antes de responder, observe o que o apóstolo Paulo destaca: “Não que a palavra de Deus haja faltado, porque nem todos os que são de Israel são israelitas” ( Rm 9:6 ). Ou seja, nem todos os que pertenciam ao povo de Israel eram de fato irmãos. Todos de Israel eram descendentes de Abraão, porém, nem todos eram de fato filhos de Abraão “Nem por serem descendência de Abraão são todos filhos; mas: Em Isaque será chamada a tua descendência†( Rm 9:7 ).

De que união o salmo 133 trata: da união dos descendentes da carne de Abraão, ou da união pertinente aos filhos de Deus? O que é bom e suave? Bom e suave é ter fardo e jugo de filho!

O Cristo recomendou que aprendessem d’Ele, porque Ele era manso e humilde de coração “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” ( Mt 11:29 -30). Todos aqueles que tomam o jugo de Cristo e aprendem d’Ele, recebem de Deus poder para ser feito filho de Deus ( Jo 1:12 -13). O salmo 133 fala especificamente da união pertinente aos filhos de Deus!

‘Quão bom’ levar o fardo de filho! Quão ‘suave’ é ter o jugo de filho!  Tudo isto é proporcionado aos que receberam a bênção e a vida eterna do Senhor (v. 3b), todos quantos se unem ao Descendente.

Ora, o salmista nos informa através do verso 3, parte ‘b’ que ‘em Sião’ o Senhor ordena a bênção, concedendo-lhes vida para sempre. Ora, a bênção de Sião é concedida aos filhos, e os filhos são aqueles que compartilham da vida para sempre, ou seja, que ‘vivem em união’, que ‘vivem em Deus’.

O apóstolo João fala desta união: “O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com seu Filho Jesus Cristo” ( 1Jo 1:3 ).

O apóstolo Paulo contendeu com Barnabé “E tal contenda houve entre eles, que se apartaram um do outro. Barnabé, levando consigo a Marcos, navegou para Chipre” ( At 15:39 ), e, apesar de se apartarem um do outro, contudo ‘viviam’ em união. Como pode ser isto? ‘Viver em união’ transcende a idéia do convívio social amistoso. Quando Paulo e Barnabé aceitaram a Cristo, tornaram-se nova criatura, por estarem em Cristo ( 2Co 5:17 ).

O fato de estarem ‘em Cristo’ é o que determina o ‘viver em união’. Ambos, Paulo e Barnabé, eram filhos de Deus pela fé em Cristo, e a contenda que houve entre eles não desfez a união perfeita em Cristo.

A Paz que Cristo concede não é conforme a paz do mundo ( Jo 16:33 ), pois a paz de Cristo só é possível n’Ele ( Jo 16:33 ). Cristo não veio resolver a falta de paz que há no mundo, antes veio estabelecer a paz entre Deus e os homens. Quanto ao mundo é pertinente a aflição, e, portanto, resta aos que tem paz com Deus não se atemorizar.

Do mesmo modo, a união que Cristo promove não é conforme a união que o mundo busca estabelecer. Enquanto o mundo busca promover um bom convívio social através de valores tais como: religiosidade, altruísmo, tolerância, simpatia e o acordo, a mensagem de Cristo é: “Não cuideis que vim trazer a paz à terra; não vim trazer paz, mas espada” ( Mt 10:34 ).

Como o cristão sabe que não possui neste mundo possessão permanente ( Hb 10:34 ), no que depender dele, se possível, que tenha paz com todos os homens ( Rm 12:18 ). Tendo a certeza que Deus cerca os seus filhos de todos os bens “Ora, o mesmo SENHOR da paz vos dê sempre paz de toda a maneira. O Senhor seja com todos vós” ( 2Ts 3:16 ), àqueles que temem o Senhor têm possessão permanente “Para que faça herdar bens permanentes aos que me amam, e eu encha os seus tesouros” ( Pv 8:21).

A Sabedoria que vem do alto é que enriquece! ( Pv 8:20 ; Pv 10:22 ).

Após compreender a que se refere o Salmo 133, fica o aviso da Sabedoria: “Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque bem-aventurados serão os que guardarem os meus caminhos. Ouvi a instrução, e sede sábios, não a rejeiteis. Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos, velando às minhas portas cada dia, esperando às ombreiras da minha entrada. Porque o que me achar, achará a vida, e alcançará o favor do SENHOR. Mas o que pecar contra mim violentará a sua própria alma; todos os que me odeiam amam a morte†( Pv 8:32 -36).

Aqueles que receberam a bênção e a vida para sempre do Senhor que veio de Sião são os que vivem em união ( Sl 133:1 e 3).

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Estudo Bíblico do Salmo 49 – desvende o Enígma do Oráculo

Estudo Bíblico do Salmo 49 - desvende o Enígma do Oráculo

Estudo bíblico do salmo 49, um dos melhores estudo do livro de salmos, Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enígma na harpa

A mensagem do salmista não se ocupa das mazelas socioculturais da humanidade. Não tem em vista a sabedoria ou o conhecimento de cunho filosófico, sociológico ou científico. Por quê? Porque as Escrituras demonstram que tal sabedoria diante da mensagem divina é destruída, aniquilada ( 1Co 1:19 ). Que tipo de sabedoria e entendimento o salmista propõe revelar então? A sabedoria deste mundo? Ele produziria conhecimento científico? Que tipo de entendimento? A resposta encontra-se no verso seguinte: “Ouvirei o oráculo, e revelarei o meu enígma ao som da harpaâ€, ou seja, uma profecia.

1 OUVI isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundo,
2 Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobres.
3 A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimento.
4 Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enígma na harpa.
5 Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniqüidade dos que me armam ciladas?
6 Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezas,
7 Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele
8 (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre),
9 Para que viva para sempre, e não veja corrupção.
10 Porque ele vê que os sábios morrem; perecem igualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens.
11 O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes.
12 Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecem.
13 Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras. (Selá.)
14 Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação deles.
15 Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá. (Selá.)
16 Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece.
17 Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará.
18 Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo,
19 Irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz.
20 O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecem.

“OUVI isto, vós todos os povos; inclinai os ouvidos, todos os moradores do mundoâ€

A mensagem que um dos filhos de Coré deixou registrado neste salmo é inclusiva. Todos os habitantes da terra em todos os tempos necessitam ouvi-la.

Aparentemente o salmista compôs somente um cântico, porém, podemos ouvi-lo anunciando aos brados uma mensagem importantíssima à humanidade.

Mas, como fazê-la ecoar ao longo dos anos? Que recurso o salmista poderia utilizar à época para que toda a humanidade fosse informada da mensagem? A poesia aliada ao canto era o melhor recurso disponível na antiguidade para se propagar uma mensagem através dos tempos.

O salmista clama a todos os povos, ou seja, tanto judeus quanto gentios. Não há acepção de pessoas: os destinatários da mensagem são todos os moradores do mundo! ( Sl 49:1 ).

“Tanto baixos como altos, tanto ricos como pobresâ€

Para não restar dúvidas, o salmista deixa claro que a mensagem abrange tanto as pessoas proeminentes, quanto as sem expressão social. A condição financeira não é causa excludente: tanto ricos quanto os pobres devem ouvir e atender a mensagem ( Sl 49:2 ).

“A minha boca falará de sabedoria, e a meditação do meu coração será de entendimentoâ€

O motivo da poesia e canto não é um ode ao moralismo, ao legalismo, à consciência ou ao bom caráter, antes, o salmista se propõe a falar de uma sabedoria e de um entendimento específico ( Sl 49:3 ).

A mensagem do salmista também não se ocupa das mazelas socioculturais da humanidade. Não tem em vista a sabedoria ou o conhecimento de cunho filosófico, sociológico ou científico. Por quê? Porque as Escrituras demonstram que tal sabedoria diante da mensagem divina é destruída, aniquilada “Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência dos inteligentes” ( 1Co 1:19 ).

Que tipo de sabedoria e entendimento o salmista propõe revelar então? A sabedoria deste mundo? Ele produziria conhecimento científico? Que tipo de entendimento? A resposta encontra-se no verso seguinte: “Ouvirei o oráculo, e revelarei o meu enigma ao som da harpaâ€, ou seja, uma profecia.

“Inclinarei os meus ouvidos a uma parábola; declararei o meu enígma na harpaâ€

O salmista daria ouvidos à ‘palavra da profecia’ e haveria de revelá-la aos seus interlocutores ao som da harpa (v. 5), tudo isto conforme o que foi estipulado para o seu ministério “E DAVI, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério:” ( 1Cr 25:1 ).

A mensagem anunciada ao som da harpa, além de profética, é um grande enigma. Para compreender a grandeza da mensagem anunciada pelo salmista é necessário descobrir o significado dos seus enigmas.

Qual a natureza do enigma, da parábola, ou do oráculo? A palavra da profecia diz da sabedoria do alto, e não do conhecimento terreno “Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia” ( Tg 3:17 ). O salmista declarou a sabedoria que faz o homem perfeito em Deus “A quem anunciamos, admoestando a todo o homem, e ensinando a todo o homem em toda a sabedoria; para que apresentemos todo o homem perfeito em Jesus Cristo” ( Cl 1:28 ).

Diante do enigma do evangelho o conhecimento humano torna-se loucura “Onde está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria deste mundo?” ( 1Co 1:20 ), pois a parábola anunciada ao som da harpa do salmista é Espírito e poder “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder” ( 1Co 2:4 ); “Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus” ( 1Co 1:18 ).

O que a humanidade pede ou busca não se encontra nas Escrituras “Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria. Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos†( 1Co 1:22 – 23 ); “Visto que rejeitaram a palavra do Senhor, que sabedoria teriam?†( Jr 8:8 -9).

Haveria algum motivo específico para que o salmista profetizasse acerca de si mesmo? A vida de um dos filhos de Coré seria de importância mundial? Ao menos o filho de Coré, que redigiu este salmo, fazia parte da linhagem de Cristo? O que havia neste filho de Coré que serviria de instrução para Israel e o mundo? Nada! A importância reside única e exclusivamente na profecia que o salmista anunciou ao som da harpa.

De quem fala o oráculo? Qual o evento posterior à profecia que é de interesse mundial? (v. 1 e 2) Por acaso não seria o advento do Messias?

A vida do salmista não é de interesse da humanidade, tanto que nada sabemos acerca do filho de Coré, mas o que foi profetizado por ele nos conduz a uma pessoa que é de interesse de toda a humanidade: Jesus, o Cristo de Deus.

Esta profecia redigida por um dos filhos de Coré e cantada ao som da harpa compõe o Livro dos Salmos, o que a torna parte das Escrituras. Portanto, ao examinar o Salmo 49, examinamos as Escrituras, e este salmo testifica do Cristo “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” ( Jo 5:39 ).

O salmo 49 não versa sobre a vida de um dos filhos de Coré, antes a mensagem enigmática, de importância mundial, diz de Cristo, que é sabedoria de Deus. Diz do Verbo de Deus encarnado, que todos os moradores do mundo necessitam conhecer.

Observe a seguinte relação: Jesus nomeou as Escrituras de sabedoria de Deus “Por isso diz também a sabedoria de Deus: Profetas e apóstolos lhes mandarei; e eles matarão uns, e perseguirão outros” ( Lc 11:49 ), e, por sua vez, Cristo foi ‘feito’ por Deus sabedoria “Mas vós sois dele, em Jesus Cristo, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção” ( 1Co 1:30 ).

“Por que temerei eu nos dias maus, quando me cercar a iniqüidade dos que me armam ciladas?â€

Inúmeras ciladas e armadilhas ao longo dos séculos foram implementadas pelos servos da iniqüidade, porém, que interesse haveria para o mundo as ciladas anunciadas por um dos filhos de Coré? De que tipo de cilada o salmista faz referência?

As palavras dos ímpios são ciladas “As palavras dos ímpios são ciladas para derramar sangue…” ( Pv 12:6 ), e os lideres religiosos de Israel se encaixam na descrição do salmista, pois suas palavras eram verdadeiras ciladas. As características dos iníquos que a profecia apresenta remontam o caráter, a conduta e a intenção dos lideres da religião à época de Cristo “Se o deixamos assim, todos crerão nele, e virão os romanos, e tirar-nos-ão o nosso lugar e a nação†( Jo 11:48 ); “Depois os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás. E consultaram-se mutuamente para prenderem Jesus com dolo e o matarem†( Mt 26:3 -4).

Os lideres de Israel eram os interpretes das Escrituras e prezavam o cumprimento da lei, porém, no afã de preservarem seus lugares ( Jo 11:48 ), violaram a própria lei: emboscaram e derramaram sangue do Inocente ( Mt 26:4 ).

Além de prevaricarem em relação as suas atribuições ( Is 43:27 ), tornaram-se os agentes que implementaram o que fora predito por um dos filhos de Coré. Não observaram as Escrituras e com palavras armaram uma cilada para o Inocente: “Se disserem: Vem conosco a tocaias de sangue; embosquemos o inocente sem motivo” ( Pv 1:11 ).

Os lideres religiosos que tinham o dever de interpretar as Escrituras prevaricaram quanto às suas atribuições ( Pv 6:17 ; Is 59:7 ; Mt 27:4 ; Mt 27:24 ). As palavras deles eram verdadeiras ciladas para derramar sangue do Inocente, que por sua vez não temeu os dias maus “Uma flecha mortífera é a língua deles; fala engano; com a sua boca fala cada um de paz com o seu próximo mas no seu coração arma-lhe ciladas” ( Jr 9:8 ; Mt 12:34 ; Lc 6:45 ).

O filho de Coré profetizou acerca de um tempo específico: os ‘dias maus’, ou seja, os dias em que os lideres judeus armariam ciladas contra o Inocente para matá-Lo.

Os ‘dias maus’ não apontam para os tempos em que o povo de Israel estivesse em guerra com os povos vizinhos. Não! O salmista deixa especificado que os dias maus ocorreriam quando homens iníquos armassem ciladas com palavras contra Àquele que não temeria.

O salmista anuncia palavras que demonstram total confiança em Deus, ou seja, total confiança no Autor do oráculo.

O versículo 5 do salmo 49 é ilustrado pelo salmo 59: “LIVRA-ME, meu Deus, dos meus inimigos, defende-me daqueles que se levantam contra mim. Livra-me dos que praticam a iniqüidade, e salva-me dos homens sanguinários. Pois eis que põem ciladas à minha alma; os fortes se ajuntam contra mim, não por transgressão minha ou por pecado meu, ó SENHOR†( Sl 59:1 -3).

O Senhor Jesus não temeu os dias maus, pois ele deu ouvidos aos oráculos de Deus “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” ( Fl 2:8 ), pois convinha que ele padecesse pelo povo “Nem considerais que nos convém que um homem morra pelo povo, e que não pereça toda a nação” ( Jo 11:50 ; Is 53:4 ).

Porém, os filhos do povo (os judeus) permaneciam fiados na própria sabedoria, e não deram ouvidos à palavra do Senhor expressa nos seus oráculos “Pelo pecado da sua boca e pelas palavras dos seus lábios, fiquem presos na sua soberba, e pelas maldições e pelas mentiras que falam” ( Sl 59:12 ).

“Aqueles que confiam na sua fazenda, e se gloriam na multidão das suas riquezasâ€

Descobrimos até aqui dois enigmas:

  • Que o oráculo do salmista refere-se ao Messias;
  • Que as ciladas utilizadas pelos iníquos seriam ‘ciladas com palavras’.

O significado do terceiro enigma deve ser depreendido do verso 6.

Que relação há entre a ‘iniqüidade’ e as ‘riquezas’ dos iníquos que armariam ciladas contra o Cristo? Podemos considerar que os desprovidos de bens materiais são justos diante de Deus? Podemos considerar que possuir bens e herdades é causa de eterna perdição? Não! Se riquezas materiais fossem causa da perdição dos ricos e dos nobres, o salmista não direcionaria sua mensagem também aos pobres ( Sl 49:2 ).

Ora, o salmista estende o seu convite a ricos e pobres, isto porque tanto ricos quanto pobres podem ser iníquos. Tanto plebeus quanto nobres podem ser iníquos. Tanto judeus quanto gregos podem ser iníquos, pois não há sobre a face da terra homem que seja justo (pobres ou ricos, judeus ou gregos, etc.) ( Sl 14:3 ).

Iniqüidade refere-se especificamente à condição do homem divorciado do Criador, sem qualquer relação com a sua posição sócio-econômica ou cultural. O homem é gerado em iniqüidade e concebido em pecado ( Sl 51:5 ).

No que consiste confiar nas riquezas? Por que o salmista protesta contra os que se gloriam nas suas posses? Quais são as riquezas e bens que o salmista faz referência?

Ora, este é mais um enigma declarado pelo salmista ao som da sua harpa!

Para decifrá-lo, analisemos esta passagem bíblica: “Dois homens subiram ao templo, para orar; um, fariseu, e o outro, publicano. O fariseu, estando em pé, orava consigo desta maneira: Ó Deus, graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros; nem ainda como este publicano. Jejuo duas vezes na semana, e dou os dízimos de tudo quanto possuo. O publicano, porém, estando em pé, de longe, nem ainda queria levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!†( Lc 18:10 -12).

O cobrador de impostos é alguém necessitado (pobre) que espera ser agraciado (misericórdia) por Deus. Já o fariseu é um homem abastado (rico), ou seja, um religioso, que apesar de agradecer a Deus, confia em seus méritos, na sua moral e no seu comportamento ilibado quando se dirige a Deus em oração.

A atitude do publicano de ficar em pé ao longe, sem ao menos levantar os olhos ao céu batendo no peito, demonstra que ele reconhecia a sua miserável condição diante de Deus: pecador. Um pecador é alguém que carece da graça de Deus. É alguém necessitado, pobre, miserável.

A atitude do fariseu é de alguém abastado (rico). Ele considerava estar em uma condição privilegiada, se comparado a outros homens. Para ele os homens eram pecadores por serem roubadores, injustos e adúlteros. Ora, como o fariseu não roubava, era fiel no trato, não adulterava, não era como o publicano, jejuava e dizimava, considerava ser alguém abastado e rico.

O fariseu é um dos que confiavam em suas ‘fazendas’, que se gloriava das suas ‘riquezas’ e que não foi declarado justo por Deus. Quais riquezas ele possuía? Não roubar, não adulterar, não matar, dar o dízimo, não ser como os outros homens, etc. Não vemos na oração do fariseu ele declarando que possuía herdades e bens.

Apesar de se aplicar as boas ações, a Jesus declarou que ele não foi justificado. Por que ele não foi justificado? Porque confiava em suas virtudes, em seus méritos e na sua origem. Ele deixou de confiar em Deus, passando a considerar as suas virtudes, méritos e origem como requisitos para salvação.

Mais um enigma é decifrado: ‘riquezas’ e ‘fazendas’ referem-se aos méritos e obras dos homens. As riquezas e herdades referem-se a tudo que o homem executa e se estriba na intenção de alcançar a salvação. A salvação só é possível àqueles que confiam em Deus, do modo que fez o publicano ( Sl 62:7 ).

Após resolver o enigma seria possível prever as virtudes e os méritos daqueles que haveriam de armar ciladas com palavras contra o primogênito de Deus. Quem seriam os iníquos que armariam ciladas contra o primogênito de Deus? Homens que ‘confiam em suas posses, que se gloriam em suas riquezas’, ou seja, homens que eram justos aos seus próprios olhos, pois estavam fiados em suas origens, religiosidade, méritos e virtudes “Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade” ( Mt 23:28 ).

“Nenhum deles de modo algum pode remir a seu irmão, ou dar a Deus o resgate dele (Pois a redenção da sua alma é caríssima, e cessará para sempre), Para que viva para sempre, e não veja corrupçãoâ€

Nenhum dos religiosos à época de Cristo, de modo algum, poderia remir seu irmão. Nenhum dos lideres possuía ‘fazenda’ ou ‘riquezas’ que pudesse dar a Deus o resgate por seus irmãos. Por que não? Porque a redenção da alma de um único homem é caríssima, ou seja, as possessões (riquezas) que os homens angariam com a força de seus braços não é suficiente para pagar o valor do resgate de uma única alma.

Deus conhece as obras dos homens iníquos, pois elas não são feitas n’Ele ( Is 55:2 ; Ap 3:16 ; Jo 3:20 ). Deus em todos os tempos aconselha: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas†( Ap 3:18 ).

Embora os lideres judaicos falassem cada um com o seu companheiro de paz, justiça e equidade social, eram iníquos, pois não confiavam em Deus, antes confiavam em suas boas ações, no produto de suas próprias realizações (trabalho).

Eles pensavam ter ‘posses’, que eram ‘ricos’ segundo as suas realizações, que eram abastados o suficiente para adquirir salvação ( Is 55:2 ), porém, esqueceram que Deus olha o coração e vê quem são os homens que ajuntam riquezas com violência ( Jr 17:10 -11 ; Is 59:6 ; Jr 17:11 ), sem acatar a recomendação de Deus: que comprem ouro provado no fogo ( Ap 3:18 ).

Nenhum dos iníquos tinha condição de dar o resgate pelos seus entes, para que eles vivessem eternamente, e não mais vissem a corrupção ( Sl 49:9 ).

“Porque ele vê que os sábios morrem; perecem igualmente tanto o louco como o brutal, e deixam a outros os seus bens. O seu pensamento interior é que as suas casas serão perpétuas e as suas habitações de geração em geração; dão às suas terras os seus próprios nomes. Todavia o homem que está em honra não permanece; antes é como os animais, que perecemâ€

O salmista lembra que todos os homens podem ver que os sábios morrem (v. 10), o que confirma que ninguém pode remir o seu irmão (v. 7), para que eles não vejam a corrupção (v. 9).

Do ponto de vista dos homens, todos podem constatar que os sábios morrem. Do ‘ponto de vista’ divino, perecem igualmente o louco (os homens que são sábios aos seus próprios olhos e o homem ignorante (bruto). Os homens sem entendimento, simples, brutos são iguais aos ‘sábios’ que rejeitam a palavra de Deus: igualmente perecem “Os sábios são envergonhados, espantados e presos; eis que rejeitaram a palavra do SENHOR; que sabedoria, pois, têm eles?” ( Jr 8:9 ; Is 8:15 ).

No verso 10 há uma figura de linguagem (antítese) entre as palavras ‘sábios’ e ‘loucos’, pois ambas refere-se às mesmas pessoas: “Vê-se os sábios morrer, perecer o louco e o bruto, deixando seus bens a outros†(v. 10). Os homens ‘sábios’ aos seus próprios olhos são ‘loucos’, pois a sabedoria dos homens é loucura diante de Deus. Diante desta relação entre as palavras ‘sábios’ e ‘loucos’ é que se estabelece o mesmo fim para ‘loucos’ e ‘brutos’ “Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia” ( 1Co 3:19 ).

Tanto os ‘loucos’, quanto os ‘brutos’ deixam aos seus semelhantes os seus bens, ou seja, um legado.

Após apresentar a real condição dos homens iníquos (v. 5) , o salmista traz a lume o pensamento deles. Eles acreditavam “…que suas casas†seriam “perpétuas†e suas “habitações de geração em geraçãoâ€, ou seja, pensavam que haviam alcançado eterna salvação.

Casa fala de segurança: outro enigma! Pensavam que habitariam seguros perpetuamente. Consideram que herdaram (terra) o direito à salvação pelo nome (judeus) que possuem: descendentes de Abraão, Isaque e Jacó! Qual o motivo de se dar às terras os seus nomes? Para que os seus filhos fossem herdeiros. Terras falam de herdades, e nome refere-se a direito. Pelo nome que possuíam, pensavam ter direito a salvação ( Sl 49:11 ).

Porém, a realidade é totalmente diferente da concepção que os iníquos nutrem “Todavia…†( Sl 49:12 ). Apesar da ‘riquezas’ que possuem (v. 6), inexoravelmente perecerão ( Sl 1:5 ). Na bíblia a palavra ‘perecer’ refere-se a existência alienada de Deus.

Eterna perdição é o destino do caminho daqueles que confiam em si mesmos, ou seja, que confiam em suas riquezas, que confiam na força do seu próprio braço, assim como Cristo demonstrou na parábola do publicano e do fariseu que subiram ao templo para adorar “Assim diz o SENHOR: Maldito o homem que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do SENHOR!†( Jr 17:5 ). Resumindo: “Como a perdiz, que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias as deixará, e no seu fim será um insensato†( Jr 17:11 ; Is 59:6 ).

O homem que está em honra e não permanece (v. 12), além de se referir aos iníquos que armaram ciladas com palavras, também se refere àqueles líderes religiosos, que apesar do dever de proclamar a palavra da verdade, cerceiam aos seus seguidores o reino dos céus, pois utilizam palavras de engano ( Mt 23:13 ).

Tais líderes promovem a confiança em riquezas mal adquiridas, pois não orientam que se compre ouro provado ( Ap 3:18 ; Sl 49:6 ).

“Este caminho deles é a sua loucura; contudo a sua posteridade aprova as suas palavras†(Selá)

O caminho deles é único e específico: “Este caminho…†(v. 13).

A ‘loucura’ dos ‘sábios’ não é a ciência, a filosofia, a sociologia, a moral, e nem mesmo a religiosidade. Antes, a ‘loucura’ dos que ‘confiam em si mesmos’ é o caminho deles! Como pode ser isso? O caminho é a loucura? Temos aqui um novo enigma!

O salmista no salmo primeiro anunciou: “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores (…) Pois o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpio perecerá†( Sl 1:1 e 6).

É anunciado de modo ‘velado’ (implícito) neste salmo dois caminhos:

a) um caminho dos justos, e;
b) um caminho dos ímpios.

Não podemos deixar de considerar que existem inúmeros ímpios, porém, há um único conselho para eles; muitos pecadores, só um caminho para eles; muitos escarnecedores, e uma só roda (v. 1). Por fim, conclui-se que existem somente dois caminhos!

Neste diapasão, Cristo anunciou haver dois caminhos:

  • Um caminho largo que conduz à perdição, e;
  • Um caminho estreito, que conduz à vida eterna ( Mt 7:13 -14).

Diante de uma platéia perplexa, Jesus fez um convite a todos como a mesma abrangência que fez o salmista ( Sl 49:1 -2), para que entrassem pela porta estreita ( Mt 7:13 ). Em seguida Jesus apresentou o motivo do convite: “Porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz a perdição†( Mt 7:13 ).

Ora, para entender a relação que há entre o salmo 1, o salmo 49 e a parábola dos dois caminhos ( Mt 7:13 ), é necessário ser ‘sábio’, instruído pela palavra da profecia, ou seja, deixar de ser sábio aos seus próprios olhos “Quem é sábio, para que entenda estas coisas, e prudente, para que as saiba? Os caminhos do Senhor são retos; os justos andam neles, mas os transgressores neles tropeçam†( Os 14:9 ; Sl 49:3 ).

Os ‘sábios’ aos próprios olhos não sabem que ao nascer entraram por uma porta larga (Adão), e que seguem por um caminho espaçoso que os conduz a perdição. Os tolos não entendem que o nascimento natural é a porta larga por onde todos os homens entram e passam a trilhar o caminho largo, que por sua vez os conduz à perdição.

O caminho dos que confiam em si mesmo é caminho de perdição (v. 12 e 13). E o caminho dos seus seguidores, ou seja, daqueles que ‘aprovam’ as suas palavras também e de perdição “Todavia, o homem, apesar das suas riquezas, não permanecem (…) este é o caminho daqueles que confiam em si mesmos, e dos seus seguidores, que aprovam as suas palavras†( Sl 49:12 -13).

Por quê? Porque tanto os que confiam em si mesmos, quanto os seus seguidores, igualmente entraram pela porta larga ao nascerem. Igualmente passaram a andar por um caminho que os levará a perdição. Quem é sábio compreende que os ímpios desviam-se desde a madre. Os que aprendem com os oráculos de Deus e entende os seus enigmas compreende que os ímpios andam errados desde que nascem, pois ao nascer entram por uma porta larga, passando a trilhar um caminho que conduz à perdição ( Sl 58:3 ).

Andam errados desde que nascem, proferindo mentiras! Por conseguinte, os seus seguidores, aqueles que aprovam suas palavras, não se desviam do caminho de perdição ( Sl 49:13 ). A posteridade dos ímpios não se desvia do caminho de perdição, que é a loucura de toda a posteridade de Adão.

“Como ovelhas são postos na sepultura; a morte se alimentará deles e os retos terão domínio sobre eles na manhã, e a sua formosura se consumirá na sepultura, a habitação delesâ€

O salmista compara a impotência dos ímpios à das reses quando a caminho do abatedouro. Como as ‘ovelhas’ estão destinados ao abate, eles estão destinados à sepultura, aos cuidados da morte!

A morte não significa aniquilação dos ímpios, como alguns apregoam, visto que, para Deus todos os homens vivem. Além do mais, como será possível os retos terem domínio sobre os ímpios, se ao romper da manhã eles não mais existirem?

Enquanto a formosura dos ímpios que armam ciladas se consome na sepultura, vislumbremos porque o Messias confia inteiramente em Deus ( Sl 49:5).

align=”center”>“Mas Deus remirá a minha alma do poder da sepultura, pois me receberá†(Selá)

O Messias tinha consciência que passaria pelos dias maus, quando homens iníquos o cercariam com ciladas de palavras para o matarem. Ele estava ciente que desceria a sepultura, porém, era certo que Deus haveria de remir a sua alma do poder da morte, e que O receberia ( Sl 49:15 ).

Os ímpios perecerão e a morte se alimentará deles, ou seja, a morte ‘existe’ por causa da existência dos ímpios. Em função da transgressão de Adão a morte passou a se alimentar dele e de todos os seus descendentes, porém, a morte não tem tal poder sobre o Cristo e os muitos filhos de Deus que são conduzidos à glória ( Hb 2:10 ).

Cristo, o último Adão, foi feito por Deus espírito vivificante. Ele é a porta estreita. Os muitos filhos que são conduzidos por Cristo à glória foram gerados por Deus por intermédio de Cristo. Todos os homens que crêem nascem de novo, ou seja, entram pela porta estreita, e passam a percorrer um novo e vivo caminho que os conduz à vida eterna.

Com base no livramento que Cristo recebeu do Pai, seguem-se uma alerta solene:

“Não temas, quando alguém se enriquece, quando a glória da sua casa se engrandece. Porque, quando morrer, nada levará consigo, nem a sua glória o acompanhará. Ainda que na sua vida ele bendisse a sua alma; e os homens te louvarão, quando fizeres bem a ti mesmo, irá para a geração de seus pais; eles nunca verão a luz. O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecemâ€

Após desvendar os enigmas do salmo, é possível compreender o alerta solene: “Não temas!â€. O cristão não deve temer homens como o fariseu que subiu ao templo para adorar, e que, por ser religioso e seguidor da lei, recriminou o publicano.

Até em nossos dias muitos se consideram afortunados por serem regrados e possuírem uma religião. Gloriam-se no fato de não serem iguais aos homens comuns, porém, rejeitam o que a palavra de Deus preceitua. Para ele os homens são pecadores por serem roubadores e adúlteros, porém, esquecem que desde a madre a humanidade segue um caminho que conduz à perdição.

Alguns religiosos consideram que, para alcançar a graça de Deus é necessário um ascetismo pessoal rígido, e chegam a proibir o casamento. A doutrina que anunciam apóia-se nas tradições dos homens, conforme suas filosofias.

Os servos de Cristo não podem se submeter àqueles que querem fazê-los presas suas. Muitos líderes religiosos procuram submeter os seus seguidores através de filosofias, vãs sutilezas, que são conforme a tradição dos homens.

Os seguidores de cristo não devem temer o julgamento que os homens fazem por causa do comer, do beber, de festas, ou por causa de dias das semanas. O temor a estas pessoas fará com que o cristão se prive do prêmio da salvação, isto porque tais homens se apresentam com uma pseudo-humildade, baseiam-se em visões e seguem o erro de suas mentes carnais.

O que muitos religiosos fazem tem apenas aparência de sabedoria, de voluntariedade, humildade, ascetismo pessoal, pois se baseiam em preceitos humanos, mas não podem aniquilar a carne ( Cl 2:23 ), o que é possível somente em Cristo ( Cl 2:11 ).

O Cristão deve identificar esses homens que, dissimuladamente, se introduziram entre os cristãos e querem converter em dissolução a graça de Deus ( Jd 1:4 ). São falsos mestres, difamam o que não compreendem ( Jd 1:10 ), e o que se deve compreender de modo natural, como animais irracionais, até nisto se corrompem.

Aparentemente estes homens são ricos e cheios de glória pela vida de austeridade que se propuseram seguir. Suas riquezas e glória firmam-se em práticas virtuosas.

Porém, tais homens nada levam consigo quando morrem, nem a glória de suas práticas os seguirá ( Sl 49:17 ). O fato de ser feliz nesta vida não é sinal de bem-aventurança eterna. Ainda que os ímpios se considerem felizes e sejam louvados por suas realizações, irá ter com a geração dos seus pais: jamais verão a luz da vida! ( Sl 49:19 )

Uma é a geração dos ímpios e outra é a geração dos justos. A geração dos ímpios se perpetua através da descendência de Adão ( Jo 1:12 ), e a geração dos justo só e possível através do novo nascimento, quando Deus concede aos homens um novo coração e um novo espírito ( Sl 51:10 ; Jo 1:13 ; Ez 36:25 – 27).

“O homem que está em honra, e não tem entendimento, é semelhante aos animais, que perecemâ€

O último verso do salmo encerra a moral do enigma desvendado. O homem que está em uma posição privilegiada diante dos seus, como era o caso dos lideres religiosos à época de Cristo, e não compreende a parábola exposta ao som da harpa (oráculo), é semelhante às reses que são abatidas, seguem por um caminho que os conduz à perdição.

Ter zelo de Deus sem entendimento é permanecer no caminho de perdição, visto que, ao estabelecer a sua própria justiça (confiar em suas riquezas), o homem não se sujeita a justiça que vem de Deus ( Rm 10:1 -4).

A Editora Abril Cultural publicou uma Bíblia sob a coordenação do Pe. Antônio Charbel e do Pe. Joaquim Salvador, tendo o Pe. Ernesto Vogt como tradutor e comentarista do Livro dos Salmos. Temos o seguinte comentário ao Salmo 49 sob o título ‘A futilidade das riquezas’: “Um sábio, de cítara na mão, convida os peregrinos reunidos no Templo a ouvirem a solução do grande problema, provocado pela riqueza dos maus, o que parece desmentir a justiça divina. Mas a providência serve-se precisamente deste enigma e da inabalável fé na justiça divina, para fazer raiar na mente do salmista a certeza de que, depois da morte, será feita a justiça. Esta é a solução que ele achou, ou antes, que o oráculo divino lhe manifestou (v. 8). Os piedosos pobres e aflitos nada tem que invejar aos ricos ímpios, porque estes, apesar de todas suas riquezas, não se poderão resgatar da morte, abandonando o que possuíam e descendo às trevas para nunca mais ver a luz. Quanto aos fiéis, porém, Deus os livrará da morte acolhendo-os junto de Si (v. 16)†A Bíblia, Vol. 4, Os Livros Sapienciais, Editora Abril Cultural, 2° Edição, 1976, Pag. 112.

No comentário do Pe. Ernesto há uma certa influência da teologia da libertação, que se baseia na opção pelos pobres contra a miséria, através de um engajamento político da cristandade na construção de uma sociedade mais justa e solidária, denunciando a pobreza como um pecado estrutural das sociedades modernas.

Porém, não é esta a temática do Salmo 49. Em primeiro lugar a mensagem do salmista não se restringe aos freqüentadores do templo em Jerusalém, antes tem como alvo a humanidade. Em segundo lugar, o grande problema da humanidade não é a pobreza ou a riqueza dos homens. Em terceiro lugar, não é depois da morte que a justiça de Deus se estabelece, antes ela se deu no princípio, visto que a humanidade foi julgada e condenada em Adão. Em quarto lugar, o Salmo não trata das mazelas socioculturais da humanidade, ou das estruturas econômicas e sociais dos reinos deste mundo.

O fato de alguém ser rico não o torna ímpio, e a pobreza não torna ninguém piedoso. Todos os homens gerados segundo a carne e o sangue (pobres ou ricos, judeus ou gentios, nobres ou escravos, religiosos ou ateus), são ímpios por terem entrado pela porta larga (Adão) que os conduz à perdição ( Sl 62:9 ).

Não obstante, temos o seguinte comentário extraído de uma bíblia comentada evangélica: “Devemo-nos lembrar, contudo, de que o ponto de vista é o de Israel, e que nem uma ressurreição nem um quinhão celestial aparece no salmo (…) Embora este salmo, naturalmente, nada revele do Evangelho da graça de Deus, encontramos nele algumas palavras que no N.T. têm um sentido abundante e precioso†McNair S.E, A Bíblia Explicada, 4ª Ed, Rio de Janeiro, Editora CPAD, 1983, Pág. 184.

Ora, o ponto de vista do salmo não se restringe ao povo de Israel, visto que trata de uma problemática pertinente a todos os moradores do mundo ( Sl 49:1 ). No salmo não aparece nem um quinhão celestial, ou nada acerca da ressurreição? O que dizer do verso 15? Como os retos terão domínio sobre os ímpios, se o salmo nada diz acerca da ressurreição? ( Sl 49:14 ) O salmo nada revela acerca do Evangelho da graça de Deus? Ora, assim como o evangelho é para todos os povos, para todos os moradores do mundo, tanto pobres quanto ricos, percebe-se que o salmo tem muita coisa em comum com a graça de Deus revelada através do Evangelho “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam” ( Jo 5:39 ).

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Estudo do salmo 91, Aquele que Habita no esconderijo do Altíssimo

Estudo do salmo 91, Aquele que Habita no esconderijo do Altíssimo

Um estudo completo do salmo 91 o salmo mais conhecida da bíblia sagrada

Salmo 91

1  AQUELE que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.
2  Direi do SENHOR: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.
3  Porque ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa.
4  Ele te cobrirá com as suas penas, e debaixo das suas asas te confiarás; a sua verdade será o teu escudo e broquel.
5  Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia,
6  Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia.
7  Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará a ti.
8  Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpios.
9  Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação.
10  Nenhum mal te sucederá, nem praga alguma chegará à tua tenda.
11  Porque aos seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos.
12  Eles te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o teu pé em pedra.
13  Pisarás o leão e a cobra; calcarás aos pés o filho do leão e a serpente.
14  Porquanto tão encarecidamente me amou, também eu o livrarei; pô-lo-ei em retiro alto, porque conheceu o meu nome.
15  Ele me invocará, e eu lhe responderei; estarei com ele na angústia; dela o retirarei, e o glorificarei.
16  Fartá-lo-ei com longura de dias, e lhe mostrarei a minha salvação.

Introdução

É comum nas casas, nas empresas e escolas encontrarmos uma bíblia aberta no Salmo 91. Às vezes, as páginas estão empoeiradas e amareladas pela ação do tempo. Outros penduram na porta de suas residências quadros que estampam uma cópia deste Salmo.

Muitos utilizam o Salmo 91 para rezar. Outros citam trechos do Salmo 91 em suas orações.

O Salmo 91 passou a ser utilizado como uma espécie de amuleto. Até as religiões espiritualistas entendem que o Salmo 91 é poderoso e que deve ser utilizado nas horas de necessidades para pedir e agradecer a proteção divina para tudo e todos.

Porém, a despeito destas concepções místicas, surge a pergunta: como entender e interpretar o Salmo 91?

O salmista e rei Davi era profeta e separou os levitas para profetizarem com toda a sorte de instrumentos musicais “E DAVI, juntamente com os capitães do exército, separou para o ministério os filhos de Asafe, e de Hemã, e de Jedutum, para profetizarem com harpas, com címbalos, e com saltérios; e este foi o número dos homens aptos para a obra do seu ministério:” ( 1Cr 25:1 ).

A função precípua de um salmista era profetizar, visto que, para este mister foi separado, e atrelado ao oficio de profetizar utilizavam instrumentos musicais.

Analisaremos os salmos como profecias, priorizando a análise do conteúdo dos Salmos do ponto de vista profético e teológico, deixando em segundo plano as questões poéticas e musicais.

Jesus questionou os fariseus acerca do Salmo 110, e eles não puderam respondê-lo de quem o Messias era filho “Dizendo: Que pensais vós do Cristo? De quem é filho? Eles disseram-lhe: De Davi. Disse-lhes ele: Como é então que Davi, em espírito, lhe chama Senhor, dizendo: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que eu ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés? Se Davi, pois, lhe chama Senhor, como é seu filho? E ninguém podia responder-lhe uma palavra; nem desde aquele dia ousou mais alguém interrogá-lo†( Mt 22:42 -46). Por que lhes era difícil apresentar uma resposta? Porque como interpretes prevaricaram ( Is 43:27 ).

Diante das Escrituras devemos ter em mente a seguinte pergunta: o que pensar acerca do Cristo ( Mt 22:42 ; At 8:34 ).

Alguns Salmos geralmente fazem referência às relações estabelecidas entre as pessoas da divindade na eternidade ( Hb 1:5 ; Sl 2:7 ), sendo que tais relações acordadas na eternidade foi possível observar quando foi introduzido o Primogênito de Deus no mundo.

Salmo 110, verso 1diz: “Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha mão direita, até que ponha os teus inimigos por escabelo dos teus pés†( Sl 110:1 ), temos aqui o ‘Senhor’ estabelecendo um prazo para que o ‘Senhor’ do salmista permanecesse assentado à Sua mão direita. O que pensar acerca do Cristo neste texto? ( Mt 22:42 ) O salmista estava profetizando acerca de si mesmo, ou do Cristo? ( At 8:34 ).

Antes de prosseguirmos, leia atentamente os Salmos 56 e 57, pois eles contêm elementos essências para interpretarmos o Salmo 91. Observe que o Salmo 56 e 57 descrevem profeticamente uma realidade que pode não ser a do salmista, e que os eventos descritos podem fazer referência à outra pessoa.

Não é possível precisar quem foi o autor deste Salmo. Alguns apontam o profeta Moisés como o escritor do Salmo 91 por causa de certas evidências internas (expressões idiomáticas). Outros apontam o salmista e rei Davi.

“Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansaráâ€

Para interpretar o primeiro versículo do Salmo 91é necessário responder a seguinte pergunta ( Sl 91:1 ): Quem habita no esconderijo do Altíssimo? A resposta está no decurso do próprio Salmo: “Porque tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a tua habitação†( Sl 91:9 ).

Aquele que fez a sua habitação (refugiou-se) no Altíssimo (v. 9) é quem reside no esconderijo do Altíssimo (v. 1). Quem fez a sua morada no Altíssimo? O Senhor que é refugio do salmista.

Quando escreveu esta profecia, o salmista fez referência a alguém que, naquele exato momento estava residindo no esconderijo (lugar oculto) do Altíssimo, e que, no futuro haveria de deixar a habitação do Altíssimo, sendo necessário refugia-se à sombra do Onipotente ( Jo 16:28 ).

Aquele que haveria de descansar à sombra do Onipotente, à época do profeta e salmista estava ‘habitando’, ou seja, residia no esconderijo do Altíssimo. Quem efetivamente habita no esconderijo do Altíssimo a não ser o próprio Altíssimo? Observe que o verbo habitar no verso 1 está no presente, e não no futuro “Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo…â€.

Este é outro Salmo profético e messiânico, visto que o salmista deixa registrado algumas promessas para o Verbo de Deus que haveria de se fazer homem. O Altíssimo, sendo Senhor de tudo, deixou a sua glória e assumiu a condição de Filho sobre a sua própria casa ( Sl 47:2 ; Hb 3:6 ), uma vez que isto foi acordado na eternidade, como se lê: “Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, Hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei por Pai, e ele me será por Filho?” ( Hb 1:5 ).

No Salmo 110 temos o Senhor assumindo o assento à destra da Majestade nas alturas, porque na eternidade uma das pessoas da divindade acordou em assumir a condição de Filho a partir do momento que fosse introduzido no mundo. Porém, não esqueçamos que Ele a tudo criou, e mesmo sendo Senhor sobre a casa que edificou, assumiu a condição de Filho “Mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim†( Hb 3:6 ).

Os fariseus relutavam em admitir que o Pai celeste tivesse um Filho, isto porque não observavam as Escrituras: “Quem subiu ao céu e desceu? Quem encerrou os ventos nos seus punhos? Quem amarrou as águas numa roupa? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o seu nome? E qual é o nome de seu Filho, se é que o sabes?” ( Pv 30:4 ).

O Salmo 91 complementa outros salmos. O Salmo 15 diz: “Senhor, quem habitará no teu tabernáculo? Quem morará no teu santo monte?†( Sl 15:1 ). Como já analisamos em outros Salmos, somente Jesus andou em sinceridade, praticou a justiça e falou a verdade segundo o seu coração ( Sl 15:3 ). Somente o Cristo de Deus tem olhos capazes de desprezar o réprobo. Somente Ele pode honrar os que temem ao Senhor ( Sl 15:4 ).

O Salmo 24 diz: “Quem subirá ao monte do Senhor? Quem estará no seu tabernáculo?†( Sl 24:3 ). A resposta é clara e aponta para alguém em específico: “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente. Este receberá do Senhor a bênção e a justiça do Deus da sua salvação†( Sl 24:4 -5). Somente Jesus dentre os filhos dos homens foi limpo de mãos e puro de coração.

Por falar especificamente do Messias, o salmista não diz ‘qualquer que’, antes utiliza o pronome demonstrativo ‘aquele’ nos Salmos 15, 24 e 91, isto porque somente o Cristo de Deus nunca foi abalado ( Sl 15:5 ).

O convite do evangelho é universal, visto que ‘todo aquele que crê’ ou ‘qualquer que crer’ receberá vida eterna, porém, os Salmos são profecias que apresentam o Cristo de Deus aos homens. Os Salmos, como parte das Escrituras, anunciam o Cristo ( Jo 5:39 ), tornando possível aos homens o ‘conhecimento’ (união intima) de Deus, ou seja, que os homens venham a ser participantes da natureza divina ( 2Pe 1:4 ).

Qualquer homem que queira habitar com o Altíssimo precisa crer em Cristo conforme diz as Escrituras para que possa receber de Deus poder para ser feito filho de Deus ( Jo 1:12 ). Todos quantos forem criados de novo, em verdadeira justiça e santidade, ainda serão aqui neste mundo tal qual Cristo é ( 1Jo 4:17 ; 1Co 15:48 ). Ora, se somos tal qual Ele é neste mundo, habitaremos onde Ele habita, visto que, onde Ele estiver também estaremos “E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” ( Jo 14:3 ).

Através da desobediência de Adão estabeleceu-se a geração dos ímpios e através de Cristo, que é o último Adão, a geração dos justos é estabelecida ( Sl 24:6 ). Todos quantos são gerados de novo em Cristo Jesus são limpos de mãos e puros de coração. Estão aptos a residir no lugar santo, visto que os irmãos conduzidos à glória são como o Primogênito, co-herdeiros de Deus ( Rm 8:29 ; Hb 2:10 ).

O Salmo 91 é uma profecia que apresenta dois ‘momentos’ distintos pertinentes ao Verbo de Deus.  À ‘época’ que o salmista profetizou, o Verbo de Deus estava habitando no esconderijo do Altíssimo, porém, quando o Verbo se fez carne precisou abrigar-se sob a sombra do Onipotente por estar despido de sua glória.

Direi do Senhor: Ele é o meu Deus, o meu refúgio, a minha fortaleza, e nele confiarei.

Aquele que reside no lugar secreto do Altíssimo haveria de anunciar o nome de Deus aos homens, dizendo: “Ele é o meu Deus, o meu refugio, a minha fortaleza, e n’Ele confiarei†( Sl 91:2 ). O escritor aos Hebreus cita o Salmo 18 para demonstrar que o próprio Filho disse por intermédio do salmista que haveria de colocar em Deus a sua confiança “E outra vez: Porei n’Ele a minha confiança†( Hb 2:13 ; Sl 18:1 -2 ; Sl 56:4 ).

É próprio ao salmista bendizer o nome do Senhor anunciando as grandezas de Suas obras e magnificência ( Sl 103:1 ; Sl 104:1 ). Quando escreveu este Salmo, o profeta e salmista confiava no Senhor, diferente do que está registrado: “n’Ele confiareiâ€.

Suguem as perguntas: o salmista ainda não confiava em Deus quando escreveu este Salmo? Ele haveria de confiar somente no futuro?

Enquanto na glória, o Verbo que se fez carne não precisava confiar, porém, após tornar-se participante da carne e do sangue, sujeito as mesmas tentações, porém, sem pecado, também precisou confiar inteiramente em Deus ( Hb 4:15 ).

O verso 2 do Salmo 91 é equivale a introdução do Salmo 31, quando o salmista deixa registrado as últimas palavras do Messias: “Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (…) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito…†( Sl 31:1 -5).

O Verbo de Deus encarnado, o Filho de Davi haveria de dizer do Senhor: “Ele é meu Deus, o meu refugio, a minha fortalezaâ€. O salmista predisse que o Messias haveria de confiar plenamente em Deus, certo que no momento mais cruento haveria de se refugiar, abrigar-se em Deus, encomendando o seu espírito.

Se o próprio salmista estivesse bendizendo ao Senhor, não haveria necessidade de utilizar o verbo ‘dizer’ no futuro (direi). Geralmente os salmistas quando fazem referência a eventos que lhes são pertinentes dizem: “Bendiz, ó minha alma, ao Senhor†( Sl 103:1 ). O cântico do salmista Davi é: “No SENHOR confio; como dizeis à minha alma: Fugi para a vossa montanha como pássaro?” ( Sl 11:1 ).

Jesus Cristo homem ao ouvir desde menino a leitura das Escrituras nas sinagogas e no seio da sua família, aliado ao testemunho de sinais e maravilhas que cercaram o evento do seu nascimento, compreendeu pelas Escrituras que Ele era o Messias, o Filho de Deus encarnado. Ele precisou crer.

Diante das promessas que o Pai deixou registrado nas Escrituras, Ele creu, para que se tornasse o Autor e Consumador da fé “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” ( Hb 12:2 ); “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu” ( Hb 5:8 ).

“Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro, e da peste perniciosa. Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas te confiarás; a Sua verdade será o teu escudo e broquel. Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, Nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia. Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará próximo de ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpiosâ€

Nestes versos estão elencados alguns eventos que não atingiria o Primogênito de Deus quando fosse introduzido no mundo. As promessas de Deus elencadas nestes versos são específicas para o seu Filho.

“Porque Ele te livrará do laço do passarinheiro…†– O Filho do homem ‘certamente’ não seria pego nas armadilhas, por mais engenhosas que fossem. Quando inquiriram o Messias se era lícito pagar tributo a Cesar ( Mt 22:17 ), ou quando apresentaram a mulher pega em ato de adultério ( Jo 8:5 ), tais armadilhas não o enlaçaram “Armaram uma rede aos meus passos; a minha alma está abatida. Cavaram uma cova diante de mim, porém eles mesmos caíram no meio dela†( Sl 57:6 ; Sl 56:5 ).

“…e da peste perniciosa†– O Filho de Davi era livre do pecado (a peste perniciosa), visto que Ele foi gerado de Deus ( Sl 2:7; 2Sm 7:14 ). Todos os descendentes da carne de Adão, ou seja, que entraram pela porta larga, foram contaminados pelo pecado (ou, vendidos ao pecado como escravos), porém, Jesus, o último Adão, é a porta estreita pela qual todos os homens que querem ser livres do pecado precisam entrar.

“Ele te cobrirá com as Suas penas, e debaixo das Suas asas te confiarás†– O Messias haveria de ser protegido, abrigado em segurança por Deus. “TEM misericórdia de mim, ó Deus, tem misericórdia de mim, porque a minha alma confia em ti; e à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades†( Sl 57:1 ).

“a Sua verdade será o teu escudo e broquel†– Em todos os ataques dos adversários, a Palavra de Deus (verdade) haveria de ser a defesa de Cristo. Diante dos escribas, fariseus e saduceus Jesus citou as Escrituras. Quando da tentação pelo diabo no deserto, Cristo utilizou a verdade das Escrituras como escudo e broquel (defesa).

“Não terás medo do terror de noite nem da seta que voa de dia, nem da peste que anda na escuridão, nem da mortandade que assola ao meio-dia†– O ‘terror de noite’, a ‘seta lançada durante o dia’, a ‘peste que se move na escuridão’ e a ‘mortandade que acomete ao meio-dia’ não amedrontou o Messias. Ele despojou-se de sua glória e majestade e em tudo se tornou semelhante aos seus irmãos ( Hb 2:17 ), porém, o medo que os homens detinham da morte e do pecado não o acometeu, visto que Ele nunca esteve sujeito a escravidão do pecado ( Hb 2:15 ).

“Mil cairão ao teu lado, e dez mil à tua direita, mas não chegará próximo de ti. Somente com os teus olhos contemplarás, e verás a recompensa dos ímpiosâ€

Para evitar a queda de muitos, o precursor do Messias foi enviado para que fosse arrancado os tropeços do caminho do povo para que não rejeitassem a Cristo “E dir-se-á: Aplanai, aplanai a estrada, preparai o caminho; tirai os tropeços do caminho do meu povo” ( Is 57:14 ).

Há muito o profeta Isaias predisse que os moradores das duas casas de Israel haveriam de tropeçar por se escandalizar do Cristo “Então ele vos será por santuário; mas servirá de pedra de tropeço, e rocha de escândalo, às duas casas de Israel; por armadilha e laço aos moradores de Jerusalém” ( Is 8:14 ).

A queda de milhares estava prevista, pois tropeçariam na pedra de esquina, porém, não lançariam mão do Cristo “E uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, para aqueles que tropeçam na palavra, sendo desobedientes; para o que também foram destinados” ( 1Pe 2:8 ).

O Cristo não precisaria fazer nada com relação aos ímpios, antes só olhar a recompensa deles ( Sl 56:7 ). Por quê? Porque Cristo escolheu o Senhor como refúgio, o Deus que tudo executa para o Messias ( Sl 57:2 –3). “E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo” ( Jo 12:47 ).

“Porque Tu, ó SENHOR, és o meu refúgio. No Altíssimo fizeste a Tua habitaçãoâ€

Todas as promessas seriam levadas a efeito porque o Messias fez do Altíssimo o seu lugar de refugio. Este verso remete ao pensamento do verso 1: O Verbo habitava o lugar oculto do Altíssimo, porém, após ser introduzido no mundo como Primogênito de Deus, o Verbo encarnado passou a descansar na sombra do Onipotente ( Sl 57:1 ).

“Nenhum mal Te sucederá, nem praga alguma chegará próximo da Tua tenda. Porque aos Seus anjos dará ordem a Teu respeito, para Te guardarem em todos os Teus caminhos. Eles Te sustentarão nas suas mãos, para que não tropeces com o Teu pé contra uma pedra. Pisarás sobre o leão e a cobra; calcarás aos pés o leão jovem e o dragãoâ€

Quando Jesus nasceu, muitas crianças foram mortas, porém, mal algum O atingiu. A sua família mudou-se para o Egito, e nenhuma praga acometeu a sua família terrena ( Mt 2:16 ). Aos anjos foi dado ordem acerca do Messias, para guardá-lo em todos os seus caminhos. Eles haveriam de amparar o Cristo para livrá-lo de todo mal ( Sl 57:3 ; Sl 56:13 ).

O diabo ciente de que as promessas da profecia deste Salmo faziam referência a Cristo, lançou mão dele para tentá-Lo. E o diabo disse: “Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo. Pois está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e eles te tomarão nas mãos, para que não tropeces nalguma pedra†( Mt 4:6 ).

Observe que:

  • O diabo conhece as Escrituras;
  • Lançou duvidas acerca da filiação do Messias;
  • Estabeleceu um teste como prova da filiação;
  • Deu uma ordem com falso embasamento nas Escrituras;
  • Ele sabia que o cuidado de Deus estipulado no Salmo 91 para o Messias visava proteger-Lo de ataques direto dos anjos decaídos e dos homens maus ( Sl 56:5 ; Mt 2:12 e Mt 2:13 );
  • O diabo sabia que Deus não interfere nas decisões dos homens, e que, se Cristo decidisse pular, não seria socorrido.

Através da verdade (v. 4) que é escudo e broquel, Jesus respondeu: “Também está escrito: não tentarás o Senhor teu Deus†( Mt 4:7 ). A confiança deriva do amor e da fidelidade de Deus ( Sl 57:3 b), atributos imutáveis, visto que ao prometer Ele se interpôs com juramento, segundo o seu conselho. Duas coisas imutáveis ( Hb 6:18 ).

O Messias estava descansado à sombra do Onipotente, ou seja, ciente da proteção divina em todos os seus caminhos e que não haveria de ‘tropeçar’. Porém, tal proteção não engloba forçar Deus agir.

Foi dado poder ao Filho do homem para andar entre o leão e a cobra. Acerca da serpente temos uma profecia no Gênesis: “E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar†( Gn 3:15 ).

Somos informados pelo Salmo 57 que os homens são comparáveis a bestas famintas, ou seja, leões “A minha alma está entre leões; estou deitado entre bestas famintas, homens cujos dentes são lança e flechas, e cuja língua é espada afiada†( Sl 57:4 ).

Mesmo entre leões e áspides, o Messias permaneceu descansado (deitado), pois confiava em Deus.

“Porquanto tão encarecidamente Me amou, também Eu O livrarei; pô-Lo-ei num alto retiro, porque conheceu o Meu nome. Ele Me invocará, e Eu Lhe responderei; estarei com Ele na angústia; dela O retirarei, e O glorificarei. Fartá-lo-ei com longura de dias, e Lhe mostrarei a Minha salvaçãoâ€

Até o verso 13 do Salmo 91 o salmista profetiza, do verso 14 ao 16, ele transcreve o que o Senhor diz, um outro estilo de profecia.

Como o Messias descansou (confiança), o Pai Eterno O livrou “Pois tu livraste a minha alma da morte, como também os meus pés de tropeçarem, para que eu ande diante de Deus na luz da vida†( Sl 56:13 ). Enquanto no Salmo 91 temos uma profecia em que o Senhor protocola uma promessa de livramento que seria concedido ao Messias, no Salmo 56 temos o Messias declarando que havia sido resgatado da morte.

Por ‘conhecer’ (união intima) o Pai, Cristo foi posto num alto retiro, ou seja, à destra de Deus nas alturas ( Sl 110:1 ; Jo 10:30 ). A palavra ‘conhecer’ tem dois significados na bíblia. Um dos significados é ‘ter ciência de algo’, ‘saber acerca de’, e o significado que este Salmo apresenta é de comunhão íntima.

Do mesmo modo que o Pai e o Filho são pessoas distintas, e, no entanto, são um ( Jo 10:30 ), todos quantos crerem no Filho são um com o Pai e o Filho ( Jo 17:21 -23).

Cristo haveria de invocar o Senhor ( Sl 56:1 ; Sl 57:1 ), e Deus haveria de respondê-lo. E como Deus haveria de respondê-lo? Não deixando o Cristo à mercê da angustia? Não! Deus não prometeu livrá-lo da angustia, antes prometeu estar com Ele durante o período da angustia. Para que Deus estivesse presente na angustia, necessariamente o Cristo deveria ser e foi angustiado “E tomou consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, e começou a ter pavor, e a angustiar-se” (Mc 14:33 ).

Como lemos nos evangelhos, Jesus clamou ao Pai no Getsêmani, porém, Ele foi angustiado até a morte, e morte de cruz “Então chegou Jesus com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse a seus discípulos: Assentai-vos aqui, enquanto vou além orar” ( Mt 26:36 ). O Messias foi glorificado quando entregou ao Pai o seu espírito, momento em que o Pai O retirou da angustia “Em ti, ó Senhor, me refugio; nunca seja eu envergonhado; livra-me pela tua retidão (…) Nas tuas mãos encomendo o meu espírito…†( Sl 31:1 -5).

O Cristo de Deus foi glorificado com a glória que Ele tinha antes de ser introduzido no mundo, e entrou no descanso do Pai até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés “E agora glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse” ( Jo 17:5 ).

A promessa do Pai para o Filho é abundância de dias, longura, ou seja, vida eterna “Vida te pediu, e lha deste, mesmo longura de dias para sempre e eternamente” ( Sl 21:4 ). O Filho do homem viu a salvação de Deus “Tu és o mais formoso dos filhos dos homens e os lábios foram ungidos com a graça, por isso Deus te abençoou para sempre. Cinge a tua espada à coxa, ó valente; cinge-te de glória e majestade†( Sl 45:2 -3).

A cerca de Deus que assumiu a condição de Filho o Salmo 45 declara, conforme atesta o escritor aos Hebreus: “O teu trono , ó Deus, é eterno e perpétuo; o cetro do teu reino é um cetro de equidade. Tu amas a retidão e odeias a impiedade; portanto Deus, o teu Deus te ungiu com o óleo de alegria, mais do que a teus companheiros†( Sl 45: 6 -7 ; Hb 1:8 ).

Agora que você sabe que estas promessas foram feitas e pertencem a Cristo, creia no enviado de Deus, Jesus Cristo homem que foi glorificado ( 1Tm 3:16 ), para que você possa receber de Deus poder para ser feito um dos seus filhos ( Jo 1:12 ). Através da fé em Cristo você passará a ser co-herdeiro de Deus e participante das promessas “Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para glória de Deus por nós” ( 2Co 1:20 ; 2Pe 1:4 ).

Você que creu em Cristo conforme diz as Escrituras ( Jo 7:38 ), e que é, portanto, uma nova criatura ( 2Co 5:17 ), não pode se deixar levar por crendices várias, tais como rezas e orações com trechos de Salmos, ou de qualquer outra parte das Escrituras.

Não se deixe levar por supostos ‘desafios de fé’, onde certas pessoas incitam os seus ouvintes a doarem seus bens ou que se lance em certas promessas, que muitas das vezes são vazias. Dizeres como: “Se você não for abençoado rasgo a minha bíblia!â€; “Se você tem fé doe o melhor, ou doe tudoâ€.

A bíblia nos garante que já recebemos de Deus todas as bênçãos espirituais a partir do momento que você creu em Cristo ( Ef 1:3 ; 2Pe 1:3 ). Se alguém lhe prometer bênçãos que não estejam elencadas no capítulo 1 da carta de Paulo aos Efésios, desconfie.

Da mesma forma que o Pai prometeu ao Filho estar com Ele na angustia, Jesus também nos prometeu estar todos os dias conosco ( Mt 28:20 ), alertando que, no mundo os cristãos terão aflições ( Jo 16:33 ). Qualquer que prometa livrá-lo das aflições diárias, não fala conforme a verdade do evangelho, visto que o próprio Cristo não prometeu livrar os cristãos das aflições, antes avisou que seriamos suscetíveis a elas.

Os cristãos devem estar certos que todas as coisas contribuiem para o bem daqueles que amam a Deus e que em todas as coisas são mais que vencedores “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” ( Rm 8:28 ); “Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou” ( Rm 8:37 ).

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Salmo 149 – Louvai ao Senhor! Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor na assembléia dos santos!

Salmo 149

Louvai ao Senhor! Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor na assembléia dos santos!

Salmo 149

Salmos 149:1 Louvai ao Senhor! Cantai ao Senhor um cântico novo, e o seu louvor na assembléia dos santos!

Salmos 149:2 Alegre-se Israel naquele que o fez; regozijem-se os filhos de Sião no seu Rei.

Salmos 149:3 Louvem-lhe o nome com danças, cantem-lhe louvores com adufe e harpa.

Salmos 149:4 Porque o Senhor se agrada do seu povo; ele adorna os mansos com a salvação.

Salmos 149:5 Exultem de glória os santos, cantem de alegria nos seus leitos.

Salmos 149:6 Estejam na sua garganta os altos louvores de Deus, e na sua mão espada de dois gumes,

Salmos 149:7 para exercerem vingança sobre as nações, e castigos sobre os povos;

Salmos 149:8 para prenderem os seus reis com cadeias, e os seus nobres com grilhões de ferro;

Salmos 149:9 para executarem neles o juízo escrito; esta honra será para todos os santos. Louvai ao Senhor!

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Salmo 150 – Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor!

Salmo 150

Este é o ultimo dos salmos, e em um tom imperativo ele ordena que devemos louvar a Deus,Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor!

Salmo 150

Salmos 150:1 Louvai ao Senhor! Louvai a Deus no seu santuário; louvai-o no firmamento do seu poder!

Salmos 150:2 Louvai-o pelos seus atos poderosos; louvai-o conforme a excelência da sua grandeza!

Salmos 150:3 Louvai-o ao som de trombeta; louvai-o com saltério e com harpa!

Salmos 150:4 Louvai-o com adufe e com danças; louvai-o com instrumentos de cordas e com flauta!

Salmos 150:5 Louvai-o com címbalos sonoros; louvai-o com címbalos altissonantes!

Salmos 150:6 Tudo quanto tem fôlego louve ao Senhor. Louvai ao Senhor!

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Salmo 148 – Louvai ao Senhor! Louvai ao Senhor desde o céu, louvai-o nas alturas!

Salmo 48

Louvai ao Senhor! Louvai ao Senhor desde o céu, louvai-o nas alturas!

Salmo 148

Salmos 148:1 Louvai ao Senhor! Louvai ao Senhor desde o céu, louvai-o nas alturas!

Salmos 148:2 Louvai-o, todos os seus anjos; louvai-o, todas as suas hostes!

Salmos 148:3 Louvai-o, sol e lua; louvai-o, todas as estrelas luzentes!

Salmos 148:4 Louvai-o, céus dos céus, e as águas que estão sobre os céus!

Salmos 148:5 Louvem eles o nome do Senhor; pois ele deu ordem, e logo foram criados.

Salmos 148:6 Também ele os estabeleceu para todo sempre; e lhes fixou um limite que nenhum deles ultrapassará.

Salmos 148:7 Louvai ao Senhor desde a terra, vós, monstros marinhos e todos os abismos;

Salmos 148:8 fogo e saraiva, neve e vapor; vento tempestuoso que executa a sua palavra;

Salmos 148:9 montes e todos os outeiros; árvores frutíferas e todos os cedros;

Salmos 148:10 feras e todo o gado; répteis e aves voadoras;

Salmos 148:11 reis da terra e todos os povos; príncipes e todos os juízes da terra;

Salmos 148:12 mancebos e donzelas; velhos e crianças!

Salmos 148:13 Louvem eles o nome do Senhor, pois só o seu nome é excelso; a sua glória é acima da terra e do céu.

Salmos 148:14 Ele também exalta o poder do seu povo, o louvor de todos os seus santos, dos filhos de Israel, um povo que lhe é chegado. Louvai ao Senhor!

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Salmo 147 – Louvai ao Senhor; porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; pois isso é agradável, e decoroso é o louvor.

Salmo 147

Louvai ao Senhor; porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; pois isso é agradável, e decoroso é o louvor.

Salmo 147

Salmos 147:1 Louvai ao Senhor; porque é bom cantar louvores ao nosso Deus; pois isso é agradável, e decoroso é o louvor.

Salmos 147:2 O Senhor edifica Jerusalém, congrega os dispersos de Israel;

Salmos 147:3 sara os quebrantados de coração, e cura-lhes as feridas;

Salmos 147:4 conta o número das estrelas, chamando-as a todas pelos seus nomes.

Salmos 147:5 Grande é o nosso Senhor, e de grande poder; não há limite ao seu entendimento.

Salmos 147:6 O Senhor eleva os humildes, e humilha os perversos até a terra.

Salmos 147:7 Cantai ao Senhor em ação de graças; com a harpa cantai louvores ao nosso Deus.

Salmos 147:8 Ele é que cobre o céu de nuvens, que prepara a chuva para a terra, e que faz produzir erva sobre os montes;

Salmos 147:9 que dá aos animais o seu alimento, e aos filhos dos corvos quando clamam.

Salmos 147:10 Não se deleita na força do cavalo, nem se compraz nas pernas do homem.

Salmos 147:11 O Senhor se compraz nos que o temem, nos que esperam na sua benignidade.

Salmos 147:12 Louva, ó Jerusalém, ao Senhor; louva, ó Sião, ao teu Deus.

Salmos 147:13 Porque ele fortalece as trancas das tuas portas; abençoa aos teus filhos dentro de ti.

Salmos 147:14 Ele é quem estabelece a paz nas tuas fronteiras; quem do mais fino trigo te farta;

Salmos 147:15 quem envia o seu mandamento pela terra; a sua palavra corre mui velozmente.

Salmos 147:16 Ele dá a neve como lã, esparge a geada como cinza,

Salmos 147:17 e lança o seu gelo em pedaços; quem pode resistir ao seu frio?

Salmos 147:18 Manda a sua palavra, e os derrete; faz soprar o vento, e correm as águas;

Salmos 147:19 ele revela a sua palavra a Jacó, os seus estatutos e as suas ordenanças a Israel.

Salmos 147:20 Não fez assim a nenhuma das outras nações; e, quanto às suas ordenanças, elas não as conhecem. Louvai ao Senhor!


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Salmo 146 – Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor.

Salmo 146

Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor.

Salmo 146

Salmos 146:1 Louvai ao Senhor. Ó minha alma, louva ao Senhor.

Salmos 146:2 Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver.

Salmos 146:3 Não confieis em príncipes, nem em filho de homem, em quem não há auxílio.

Salmos 146:4 Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos.

Salmos 146:5 Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio, e cuja esperança está no Senhor seu Deus

Salmos 146:6 que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há, e que guarda a verdade para sempre;

Salmos 146:7 que faz justiça aos oprimidos, que dá pão aos famintos. O Senhor solta os encarcerados;

Salmos 146:8 o Senhor abre os olhos aos cegos; o Senhor levanta os abatidos; o Senhor ama os justos.

Salmos 146:9 O Senhor preserva os peregrinos; ampara o órfão e a viúva; mas transtorna o caminho dos ímpios.

Salmos 146:10 O Senhor reinará eternamente: o teu Deus, ó Sião, reinará por todas as gerações. Louvai ao Senhor!

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Salmo 145 – Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu; e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos.

Salmo 145

Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu; e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos.

Salmo 145

Salmos 145:1 Eu te exaltarei, ó Deus, rei meu; e bendirei o teu nome pelos séculos dos séculos.

Salmos 145:2 Cada dia te bendirei, e louvarei o teu nome pelos séculos dos séculos.

Salmos 145:3 Grande é o Senhor, e mui digno de ser louvado; e a sua grandeza é insondável.

Salmos 145:4 Uma geração louvará as tuas obras à outra geração, e anunciará os teus atos poderosos.

Salmos 145:5 Na magnificência gloriosa da tua majestade e nas tuas obras maravilhosas meditarei;

Salmos 145:6 falar-se-á do poder dos teus feitos tremendos, e eu contarei a tua grandeza.

Salmos 145:7 Publicarão a memória da tua grande bondade, e com júbilo celebrarão a tua justiça.

Salmos 145:8 Bondoso e compassivo é o Senhor, tardio em irar-se, e de grande benignidade.

Salmos 145:9 O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias estão sobre todas as suas obras.

Salmos 145:10 Todas as tuas obras te louvarão, ó Senhor, e os teus santos te bendirão.

Salmos 145:11 Falarão da glória do teu reino, e relatarão o teu poder,

Salmos 145:12 para que façam saber aos filhos dos homens os teus feitos poderosos e a glória do esplendor do teu reino.

Salmos 145:13 O teu reino é um reino eterno; o teu domínio dura por todas as gerações.

Salmos 145:14 O Senhor sustém a todos os que estão a cair, e levanta a todos os que estão abatidos.

Salmos 145:15 Os olhos de todos esperam em ti, e tu lhes dás o seu mantimento a seu tempo;

Salmos 145:16 abres a mão, e satisfazes o desejo de todos os viventes.

Salmos 145:17 Justo é o Senhor em todos os seus caminhos, e benigno em todas as suas obras.

Salmos 145:18 Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.

Salmos 145:19 Ele cumpre o desejo dos que o temem; ouve o seu clamor, e os salva.

Salmos 145:20 O Senhor preserva todos os que o amam, mas a todos os ímpios ele os destrói.

Salmos 145:21 Publique a minha boca o louvor do Senhor; e bendiga toda a carne o seu santo nome para todo o sempre.

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Salmo 144 – Bendito seja o Senhor, minha rocha, que adestra as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra;

Salmo 144

Bendito seja o Senhor, minha rocha, que adestra as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra;

Salmo 144

Salmos 144:1 Bendito seja o Senhor, minha rocha, que adestra as minhas mãos para a peleja e os meus dedos para a guerra;

Salmos 144:2 meu refúgio e minha fortaleza, meu alto retiro e meu e meu libertador, escudo meu, em quem me refugio; ele é quem me sujeita o meu povo.

Salmos 144:3 Ó Senhor, que é o homem, para que tomes conhecimento dele, e o filho do homem, para que o consideres?

Salmos 144:4 O homem é semelhante a um sopro; os seus dias são como a sombra que passa.

Salmos 144:5 Abaixa, ó Senhor, o teu céu, e desce! Toca os montes, para que fumeguem!

Salmos 144:6 Arremessa os teus raios, e dissipa-os; envia as tuas flechas, e desbarata-os!

Salmos 144:7 Estende as tuas mãos desde o alto; livra-me, e arrebata-me das poderosas águas e da mão do estrangeiro,

Salmos 144:8 cuja boca fala vaidade, e cuja mão direita é a destra da falsidade.

Salmos 144:9 A ti, ó Deus, cantarei um cântico novo; com a harpa de dez cordas te cantarei louvores,

Salmos 144:10 sim, a ti que dás a vitória aos reis, e que livras da espada maligna a teu servo Davi.

Salmos 144:11 Livra-me, e tira-me da mão do estrangeiro, cuja boca fala mentiras, e cuja mão direita é a destra da falsidade.

Salmos 144:12 Sejam os nossos filhos, na sua mocidade, como plantas bem desenvolvidas, e as nossas filhas como pedras angulares lavradas, como as de um palácio.

Salmos 144:13 Estejam repletos os nossos celeiros, fornecendo toda sorte de provisões; as nossas ovelhas produzam a milhares e a dezenas de milhares em nosos campos;

Salmos 144:14 os nossos bois levem ricas cargas; e não haja assaltos, nem sortidas, nem clamores em nossas ruas!

Salmos 144:15 Bem-aventurado o povo a quem assim sucede! Bem-aventurado o povo cujo Deus é o Senhor.

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